terça-feira, 29 de setembro de 2009

São Rafael Arcanjo – 29 de setembro


"Eu sou o anjo Rafael, um dos sete que assistimos na presença do Senhor." Tob 12,15

O nome deste arcanjo (Rafael = “Deus curou”) não aparece nas Escrituras Hebraicas e no Antigo Testamento figura apenas no Livro de Tobias, onde ele primeiramente aparece disfarçado de companheiro de viagem do jovem Tobias, se denominando “Azarias, filho do grande Ananias”. Durante o curso da viagem, por várias vezes se mostra a proteção do anjo, incluindo a passagem no deserto e o enfrentamento do demônio que já tinha matado sete maridos de Sara. Depois de voltarem e de curar a cegueira do velho Tobias, Azarias se apresenta como “o anjo Rafael, um dos sete (espíritos principais) que assistimos diante do Senhor” Sobre as funções atribuídas a Rafael não temos mais do que sua declaração para Tobias de que enquanto Tobias orava e enterrava os mortos, Rafael oferecia suas orações para o Senhor, que o enviou para curá-lo de sua cegueira e salvar Sara, esposa de seu filho, do demônio. A categoria Judaica dos arcanjos é reconhecida no Novo Testamento mas apenas Gabriel e Miguel têm o nome mencionado. Muitos comentadores, no entanto, indentificam Rafael como “o anjo do Senhor” mencionado em João 5-4. Esta conjectura é baseada no significado do nome e no papel de cura atribuído a Rafael no Livro de Tobias.

Padroeiro: cegos, médicos, farmacêuticos, doenças dos olhos, anjos da guarda, encontros felizes, amor, amantes, enfermeiras, pastores, viajantes e jovens.

Oração: Glorioso Arcanjo São Rafael, que vos dignastes tomar a aparência de um simples viajante, para vos fazer o protetor do jovem Tobias; ensinai-nos a viver sobrenaturalmente, elevando sem cessar nossas almas, acima das coisas terrestres.

Vinde em nosso socorro no momento das tentações e ajudai-nos a afastar de nossas almas e de nossos trabalhos todas as influências do inferno.

Ensinai-nos a viver neste espírito de fé, que sabe reconhecer a misericórdia Divina em todas as provações, e as utilizar para a salvação de nossas almas.

Obtende-nos a graça que vos peço (faça o pedido), de inteira conformidade à vontade Divina, seja que ela nos conceda a cura dos nossos males, ou que recuse o que lhe pedimos.

São Rafael, guia protetor e companheiro de Tobias, dirigi-nos no caminho da salvação, preservai-nos de todo perigo e conduzi-nos ao Céu. Assim seja.

(Rezar 1 Pai Nosso, uma Ave Maria e fazer o sinal da Cruz).

O auxílio dos anjos


A Igreja confessa a sua fé nos anjos da guarda

O Papa Bento XVI disse que: “Eliminaríamos uma parte do Evangelho se deixássemos fora esses seres enviados por Deus, que anunciaram sua presença entre nós e que são um sinal dela”. E pediu a intercessão dos anjos “para que nos sustenham no empenho de seguir Jesus até nos identificarmos com Ele” (Zenit.org, março 2009).

A Bíblia e a Tradição da Igreja mostram amplamente que os anjos têm participação ativa na história da salvação dos homens, nos momentos em que Deus quer.

“Não são eles todos espíritos ao serviço de Deus, enviados a fim de exercerem um ministério a favor daqueles que hão de herdar a salvação?”, pergunta o autor da Carta aos Hebreus, capítulo1, versículo 14.

E nisso crê e isso ensina a Igreja; sabemos que é tarefa desses seres celestes bons a proteção dos homens e a sua salvação. Diz o Salmo: “Mandou aos seus anjos que te guardem em todos os teus caminhos. Eles te levarão nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra” (Sl 90/91,11-12).

O próprio Jesus, falando das crianças e recomendando que não se lhes desse escândalo, faz referência aos “seus anjos” (cf. Mt 18,10). Ele atribui também aos anjos a função de testemunhas no supremo juízo divino sobre a sorte de quem reconheceu ou negou Cristo: “Todo aquele que se declarar por Mim diante dos homens, também o Filho do Homem se declarará por ele diante dos anjos de Deus. Aquele, porém, que Me tiver negado diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus” (Lc 12,8-9; cf. Ap 3,5).

Se os esses seres celestes tomam parte no juízo de Deus, logo, estão interessados pela vida do homem. Isso se pode ver também no discurso escatológico em que Jesus os faz intervir em Sua vinda definitiva no fim da história (cf. Mt 24,31; 25,31-41).

Muitas vezes, a Bíblia fala da ação dos anjos pela defesa do homem e sua salvação: o Anjo de Deus liberta os Apóstolos da prisão (cf. At 5,18-20) e antes de tudo Pedro, que estava ameaçado de morte por parte de Herodes (cf. At 12, 15-10). Guia a atividade deste a respeito do centurião Cornélio, o primeiro pagão convertido (cf. At 10,3-8. 12-13), e a atividade do diácono Filipe no caminho de Jerusalém para Gaza (cf. At 8,26-29).

Foi um anjo que encontrou Agar no deserto (cf. Gn 16); os anjos tiraram Lot de Sodoma; assim como foi um anjo que anunciou a Gedeão que devia salvar o seu povo; um anjo anunciou o nascimento de Sansão (cf. Jz 13); e o anjo Gabriel instruiu a Daniel (cf. 8,16). Este mesmo anjo anunciou o nascimento de São João Batista e a encarnação de Jesus; esses seres enviados por Deus também anunciaram a mensagem aos pastores (cf. Lc 2,9) e a missão mais gloriosa de todas, a de fortalecer o Rei dos Anjos em Sua Agonia no Horto das Oliveiras (cf. Lc 22, 43).

Os anjos estão presentes na história da humanidade desde a criação do mundo (cf. Jó 38,7); são eles que fecham o paraíso terrestre (cf. Gn 3, 24); seguram a mão de Abraão para não imolar Isaac (cf. Gen 22,11); a Lei é comunicada a Moisés e ao povo por ministério deles (cf. At 7,53); são eles que conduzem o povo de Deus (cf. Ex 23, 20-23); eles anunciam nascimentos célebres (cf. Jz 13); indicam vocações importantes (cf. Jz 6, 11-24; cf. Is 6,6); são eles que assistem aos profetas (cf. 1 Rs 19,5).

Da mesma forma que os anjos acompanharam a vida de Jesus, acompanharam também a vida da Igreja, beneficiando-a com a sua ajuda poderosa e misteriosa (cf. At 5, 18-20; 8,26-29; 10,3-8; 12,6-11; 27,23-25). Eles abrem as portas da prisão (cf. At 5, 19); encorajam Paulo (cf. At 27,23 s); levam Filipe ao carro do etíope (cf. At 8,26s), entre outros.

A Igreja confessa a sua fé nos anjos da guarda, venerando-os na liturgia com uma festa própria e recomendando o recurso à sua proteção com uma oração frequente, como na invocação do “Anjo de Deus”. São Basílio Magno, doutor da Igreja, escreveu: “Cada fiel tem ao seu lado um anjo como tutor e pastor, para o levar à vida” (cf. 5. Basilius, Adv. Eunonium, III, 1; cf.Sto. Tomas, Summa Theol. 1, q. II, a.3).

São Jerônimo, doutor da Igreja, afirmou que: "A dignidade de uma alma é tão grande, que cada um tem um anjo guardião desde seu nascimento".

A Igreja honra com culto litúrgico três anjos. O primeiro é Miguel Arcanjo (cf. Dn 10,13-20; Ap 12,7; Jd 9). O seu nome exprime a atitude essencial dos espíritos bons. “Mica-El” significa, de fato: “Quem como Deus?”. O segundo é Gabriel: figura ligada sobretudo ao mistério da encarnação do Filho de Deus (cf. Lc 1,19-26). O seu nome significa: “O meu poder é Deus” ou “poder de Deus”. O terceiro arcanjo chama-se Rafael. “Rafa-El” significa: “Deus cura”; o conhecemos pela história de Tobias (cf. Tb 12,15-20), entre outros.

O famoso Bossuet dizia que: "Os anjos oferecem a Deus as nossas esmolas, recolhem até os nossos desejos, fazem valer também diante de Deus os nossos pensamentos... Sejamos felizes de ter amigos tão prestativos, intercessores tão fiéis, intérpretes tão caridosos".

Os santos todos foram devotos desses seres celestes. Os anjos assistem a Igreja que nasce e os Apóstolos, prepararão o Juízo Final e separarão os bons dos maus. São eles que protegem Jesus na infância (cf. Mt 1, 20; 2, 13.19); são eles que O servem no deserto (cf. Mc 1, 12); e O reconfortam na agonia mortal (cf. Lc 22, 43); eles poderiam salvar o Senhor das mãos dos malfeitores se assim Cristo quisesse (cf. Mt 26, 53).

Toda a vida de Jesus Cristo foi cercada da adoração e do serviço dos anjos. Desde a Encarnação até a Ascensão eles O acompanharam. A Sagrada Escritura diz que quando Deus "introduziu o Primogênito no mundo afirmou: "Adorem-no todos os Anjos de Deus" (cf. Hb 1, 6). Alguns teólogos acham que isso motivou a queda dos anjos maus, por não aceitarem adorar a Deus Encarnado na forma humana.

A Igreja continua a repetir o canto de louvor que eles entoaram quando Jesus nasceu: "Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência divina" (cf. Lc 2, 14).

A Bíblia não só os apresenta como nossos guardiães, mas também como nossos intercessores. O anjo Rafael diz: "Ofereci orações ao Senhor por ti" (Tob 12, 12). "A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus" (Ap 8,4).

Santo Ambrósio, doutor da Igreja, declarou: "Devemos rezar aos anjos que nos são dados como guardiães" (De Viduis, IX); (cf. S. Agostinho, Contra Fausto, XX, 21).

A Igreja acredita que, no dia do batismo, cada cristão é confiado a um anjo que o acompanha e o guarda em sua caminhada para Deus, iluminando-o e inspirando-o.

Na Festa do Anjo da Guarda (2 de outubro), a Igreja põe diante dos nossos olhos o texto do Êxodo que diz:

"Assim diz o Senhor: Vou enviar um anjo que vá à tua frente, que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que te preparei. Respeita-o e ouve a sua voz. Não lhe sejas rebelde, porque não suportará as vossas transgressões e nele está o meu nome. Se ouvires a sua voz e fizeres tudo o que eu disser, serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários. O meu anjo irá à tua frente e te conduzirá à terra dos amorreus, dos hititas, dos ferezeus, dos cananeus, dos heveus e dos jebuzeus, e eu os exterminareis" (Ex 23,20-23).

Além de tudo isso, a Bíblia frequentemente mostra os poderes dos anjos na natureza, e afirma São Jerônimo que eles manifestam a onipotência de Deus (cf. S. Jerônimo, En Mich., VI, 1, 2; P. L., IV, col. 1206).

Felipe Aquino

felipeaquino@cancaonova.com

Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Conheça mais em Blog do Professor Felipe

Site do autor: www.cleofas.com.br

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Como nos livrar das forças espirituais do mal


“Apressai-vos, ó Deus, em me livrar; depressa, Senhor, vinde em meu auxílio” (Sl 69, 2)


Como se livrar de uma pessoa impertinente? Evitando-a. Como podemos nos livrar das forças espirituais do mal? Orando contra elas. Nossas orações são como flechas que mantém longe o Inimigo. Ainda que os nossos problemas e as nossas lutas sejam as mais comuns e corriqueiras precisamos aprender a enfrentá-las a partir de Deus e com uma força divina. É o que nos revela o Espírito Santo: “Porque, ainda que vivamos na carne, não militamos segundo a carne. Não são carnais as armas com que lutamos. São poderosas, em Deus, capazes de arrasar fortificações” (II Cor 10, 3-4).

Não devemos fugir da luta. É estupidez virar as costas para um inimigo que não vê a hora de nos apunhalar. Antes, devemos pedir que o Espírito faça conosco o mesmo que fez com Jesus quando o levou ao deserto, para enfrentar e vencer o Tentador que o espreitava (cf. Mt 4,1). Conduzido pelo Espírito, Jesus libertou-se do Maligno, e agora pode também libertar-nos do poder de Satanás. O Espírito Santo que conduziu Jesus na luta e o levou a derrotar o Inimigo é o mesmo que está agora ao nosso lado; pronto, como diz o Salmo, para “adestrar nossas mãos para o combate e nossos dedos para a guerra” (cf. Sl 143, 1).

O meio mais necessário e seguro para ter a vitória nesta luta é recorrer logo a Deus com humildade e confiança. Devemos nos revestir do Espírito e confiar: Deus virá em nosso auxílio. Se clamarmos “Apressai-vos, ó Deus, em me livrar; depressa, Senhor, vinde em meu auxílio” (Sl 69, 2), diz Santo Afonso de Ligório, que bastará essa oração para nos fazer vencer os assaltos de todos os demônios do inferno, porque Deus é infinitamente mais forte que todos eles.


Márcio Mendes - Missionário da Canção Nova

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Não se deixe vencer pelo cansaço


Ao não reconhecer e aceitar as próprias limitações, o vaidoso abre assim o caminho para sua infelicidade.

Mascarar as perdas ou aceitar a verdade?

Provavelmente você já tenha ouvido falar sobre a fábula atribuída a Esopo, lendário autor grego: “A Raposa e as Uvas”. Com pequenas variações, diz a narração que uma raposa vinha faminta pela estrada até que encontrou uma parreira com uvas maduras e apetitosas. Passou horas pulando tentando pegá-las, mas sem sucesso algum... Depois da luta e já cansada pelo esforço frustrado, saiu murmurando, dizendo que não queria mesmo aquelas uvas, porque afinal elas estavam verdes e não deviam ser boas. Quando já estava indo embora, um pouco mais à frente, escutou um barulho como se alguma coisa tivesse caído no chão... Não pensou duas vezes e voltou correndo por pensar que eram as uvas que estivessem caído, pois bem sabia que estavam maduras... Mas ao chegar lá, para sua grande decepção, era apenas uma folha que havia caído da parreira. A raposa virou as costas e foi-se embora resmungando, amargurada, pelo resto da vida.

Isso aconteceu com a raposa da fábula, mas não só com ela. Quantas vezes temos atitudes como esta diante dos nossos fracassos? Aliás, chega a ser uma tendência natural de quem não consegue atingir uma meta: denegri-la para diminuir o peso do insucesso. No entanto, esta postura não resolve o problema, pelo menos para quem deseja viver em paz consigo e com seus semelhantes. Ninguém é feliz, verdadeiramente, se não vive na verdade. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8, 32).

É verdade que precisamos aprender cada vez mais a difícil arte de saber perder para mantermos a paz interior, já que constantemente, conscientes ou não, vivemos a dinâmica da conquista e da perda. Se não lidarmos pacificamente com esse processo, correremos o risco de fugirmos da realidade e mentirmos para nós mesmos, quando a saída seria admitirmos nossos limites e buscarmos a superação com humildade e reconciliados com a dinâmica da vida.

A raposa sabia que as uvas estavam maduras e apetitosas e foi injusta consigo ao afirmar que estavam verdes e que não tinha interesse nelas. E nós? Nunca agimos assim? Ao mentirmos para nós mesmos optamos por viver na ilusão, travamos um duelo entre a verdade que está diante dos nossos olhos e a mentira que escolhemos ostentar. Não podemos seguir o exemplo do animal narrado na fábula. É tempo de reconciliação com a verdade que se esconde entre as máscaras, as quais, mesmo sem perceber, muitas vezes, vamos usando para disfarçar a dor das perdas.

A vida nos ensina que nem sempre ganhamos e nem sempre perdemos, mas uma coisa sempre acontece: acrescentamos experiência à nossa existência. Os erros trazem grandes lições e os acertos também, é preciso estar atentos aos detalhes.

Quando tudo parece perdido, calma! Sempre existe uma maneira de “virar o jogo”; por meio da fé, sabemos que Deus é o principal interessado em nos ajudar. Seu maior desejo é nos ver felizes. Recorramos a Ele!

Por mais que as “uvas”, que você deseja hoje, estejam distantes do seu alcance, não se desespere nem se engane dizendo que elas estão “verdes”. Admita a perda e lute pela vitória. O tempo é nosso aliado também nessa matéria.

Quem sabe se a raposa tivesse esperado um pouco não tivesse visto as uvas caírem aos seus pés? Talvez a vida hoje esteja lhe pedindo calma... O imediatismo próprio da nossa época, muitas vezes, nos rouba a sublime arte do saber esperar o tempo certo para cada coisa. Grandes sábios da história ensinam de diversas maneiras essa mesma lição.

Esperar o tempo de Deus, reconciliado com sua verdade, pode ser o caminho seguro para a felicidade que você procura. A cada amanhecer temos uma nova chance de acertar. Recomeçar, entre perdas e ganhos, faz parte da bonita dinâmica da vida.

Coragem! Temos um novo dia, uma nova chance.

Estamos juntos!

Dijanira Silva
dijanira@geracaophn.com
Dijanira Silva Missionária da Comunidade Canção Nova, em Fátima, Portugal. Trabalha na Rádio CN FM 103.7
28/08/2009 - 09h00

sábado, 9 de maio de 2009

Acredite na sua grandeza



Só o homem é capaz de pensar, de chorar, de decidir livremente, de rezar e adorar...

Para ser feliz é imprescindível que você acredite no valor que você tem. Nada é mais belo e mais perfeito do que o ser humano. As invenções mais fantásticas são como brinquedos infantis se comparados à grandeza do ser humano. Nada chega perto da grandeza de uma alma imortal e de uma inteligência capaz de projetar e construir tantas maravilhas da técnica moderna. Nada se compara à nossa liberdade, vontade, memória, capacidade de amar, de cantar, de projetar, construir...

Só o homem é capaz de pensar, de chorar, de decidir livremente, de rezar e adorar. Só ele tem consciência de si mesmo e do bem e do mal que faz. Todo o universo “não sabe que existe”; não tem alma, não tem inteligência, não tem vontade, e não tem consciência.

Você as tem, por isso é mais importante do que todo o Cosmos. Você é mais importante do que os bilhões de estrelas... Você é mais belo do que o Sol, mais brilhante do que a Lua, mais fantástico do que tudo o que os seus olhos veem...

Um grito de júbilo explodiu no universo quando a vida se tornou consciente, inteligente, dotada de vontade e liberdade.

Podemos dizer como o poeta que o Cosmos “chorou” de alegria quando viu você surgir das mãos de Deus.

Você veio ao mundo depois de bilhões de anos de preparação, para ser rei deste universo. Então você não pode se arrastar como um escravo; você não pode viver como uma águia criada em galinheiro e que nunca aprendeu a voar; a sua dignidade não permite isso. Cada um de nós sintetiza no seu ser todo o universo criado; temos no corpo a matéria do universo e temos na alma o espírito dos anjos.

Você é a meta de toda a criação. Você é a voz e a alma do universo. É através de nós que a matéria bruta, a planta silenciosa e o animal selvagem dão glória ao Criador.

Eles olham para você... Não os decepcione!

Há bilhões de anos Deus preparou a nossa chegada. Desde o primeiro átomo de hidrogênio, que foi criado há bilhões de anos, Ele já pensava em cada um de nós. E, quando você foi gerado por seu pai, de todos aqueles trezentos milhões de espermatozóides, só um fecundou aquele óvulo bendito de sua mãe: daí nasceu você. Isso não foi mera coincidência ou sorte; foi a vontade do Criador; Ele nos ama e nos chamou à vida.

E ninguém jamais será igual a você, porque o Criador trabalha com exclusividade. Não aceita repetir as Suas obras.

Entre os mais de seis bilhões de pessoas do Planeta, não há dois que tenham o mesmo código genético (DNA) ou as mesmas impressões digitais. Não é fantástico?

As mulheres querem roupas exclusivas, sem que outras as tenham iguais, o Criador deu isso de graça a todos, não nas roupas, mas no ser. A roupa exclusiva acaba, mas você não!

Você é um indivíduo, isso quer dizer: único, irrepetível, singular. Sua vida é única, não houve e não haverá outro igual a você na história deste mundo! Já pensou nisso? Você é o artista principal da vida.

Professor Felipe Aquino

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Meus 50 anos.



Como é fazer 50 anos? O que acontece? Meio século?

É lembrar o que já se foi, e o que poderia ter sido. Saber que sou hoje o resultado das minhas escolhas. Sim tudo poderia ter sido diferente, mas não tenho a garantia que teria sido melhor. É despertar para a realidade que somente as fantasias não bastam para nos fazer feliz, e o que somos é o que importa em nossa vida.Foi aquilo que conquistamos com a graça de Deus.

É saber que todas as lutas travadas, todas as lágrimas derramadas, mesmo que as sementes não brotem ainda, lavou o nosso chão e fertilizou a nossa história. Talvez só na eternidade possamos sentir o gozo do que plantamos.

Meio século passa rápido, talvez um século também. Não espero chegar até lá, mas foi fácil chegar até aqui. Ainda tenho gravados os dias de ontem, as dores e as alegrias, tão nítidas que só o espelho revela o tempo que já passou. Olhando meus filhos também vejo como cresceram, e meu marido como envelheceu. E as pessoas de minha juventude? Falo com elas como se fosse ontem, como se o tempo não tivesse passado. E os meus desejos, as minhas vaidades, as minhas brincadeiras isso tudo continua igual. Me sinto a mesma!

A grande verdade é que o que mais cresceu em mim foi a certeza de que Deus me ama muito e esteve comigo durante toda a minha vida.

Obrigado por tudo querido Deus!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Páscoa


“Pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira;
mas quem esquece a si mesmo por minha causa terá a vida verdadeira.”

(Lucas 9, 24)

São gentes. Infinitas.

Cheias de sentimento. Milhões.

Dor. Muita dor. Toda alma chora. Lembra. Sente o que viveu, aflige-se com o que vive e teme o que virá.

Mas Ele está ali. Sim. Há beleza. É todo belo. O mais belo de todos.

Mas não é só beleza. É também milagre.

É a beleza de estar presente justo quando alguns não acreditam que exista. Justo onde ninguém mais espera ou vê motivo para esperar.

Milagre.

A beleza de agir na dor. É por isso que é belo. É por isso que é milagre. Quem mais seria tão humilde? Tão bom? Tão presente? Tão amor?

Mas não é só belo. É também forte, sabendo ser suave; é poderoso, sabendo ser fraco. É sem igual. Como pode? Quem pode?

O belo milagre.

Olho em volta. São lágrimas inundadas de emoção. A emoção acompanhada da infinita paz. Sempre aí: onde tudo só sabe ser bom. Na verdade, magnífico.

Não é que as circunstâncias tenham mudado. Nós mudamos.

Não são os problemas que foram embora. Fomos nós que chegamos. Nós abrimos os olhos. Nós abrimos o peito, rasgamos o coração.

É aí que a cruz fica tão bonita. Afinal, é tudo por amor!

Não há o que temer.

E, mais uma vez, a beleza do milagre.

Abraçar a cruz, cheio de fé, é unir-se ao sacrifício que salva e que é impetuoso de amor.

Não importa o tamanho da cruz. Nem o tempo que vamos carregá-la.

Sim. Nós seguimos. Estamos vivos. Precisamos viver!

Olhos fixos.

Braços firmes.

Pés sólidos.

Peito pleno de esperança.

Porque diante do estorvo está a beleza de aprender a amar lutando;

sonhar na condolência;

preparar-se para a benignidade de ser soberano.

Porque o coração rasgado não vê só a cruz. Ele vê a vitória que vem por detrás dela.


“Porque somos dominados pelo amor que Cristo tem por nós...

Ele morreu por todos para que os que vivem não vivam mais para si mesmos,

mas vivam para aquele que morreu e foi ressuscitado para a salvação deles."

(2 Coríntios 5,14 e15)

Luiza (Feliz).
minha sobrinha

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Agradecimento




Sua mensagem foi tão importante pra mim, que me deu coragem de fazer arte para alegrar os amigos!
beijos linda!

sábado, 28 de março de 2009

Filhos





Acampamento Para Familia.
CançãoNova
12/06/2005

Nesta Pregação, Padre Léo, Vem orientar os pais, como devem educar e orientar os seus Filhos, por que se os pais não tratarem de educar e orientar os filhos, com firmeza e com dedicação integral, o mundo vai ensinar do seu Jeito, e do modo errado, colocando a perder os filhos, que são algo Precioso para Deus, pois a missão do pai é ser presença de amor equilibrado na vida dos filhos.





















O Padre Zezinho tem um artigo que eu acho fabuloso.
Quando a criança nasce é de 10 a 0 para você.
Quando tem 2 anos é de 09 a 01.
Quando tem 04 anos é de 08 a 02.
Quando já está na escola é de 07 a 03.
Quando é adolescente fica de 06 a 04.
Saiba que ai acabou, não pode ficar de 05 a 05,
você precisa ser o melhor pai, a melhor mãe, não o melhor amigo a melhor amiga,
lá em casa é 06 a 04,
Eu sou filho, eu sou padre, mas sou eu quem pede a benção para mamãe!



Filhos humanizam

"Os anos deixam rugas na pele,
mas a falta de entusiasmo deixa rugas na alma."
(Michael Lynberg)

A paternidade e maternidade estão permanentemente submetidas à avaliação e análises, feitas por todos nós. Pais e mães são homens e mulheres que assumiram um compromisso denso com filhos e filhas. E em tempos em que nem sempre eles conseguem compreender as mudanças culturais que operam neste mundo de ligeiras transformações. Ser pai e ser mãe é mais do que um ofício; é assumir uma missão, criando condições de aconchego e de vôo, como fala Padre Zezinho. Somos pais e mães menos presentes na vida cotidiana de nossos filhos. Por isso mesmo, a convivência com eles pode e deve ser por excelência, um convite e uma oportunidade para a humanização (nossa e deles).

O ser humano não nasce lapidado, não nasce pronto. Faz-se no tempo, na experiência e na vida concreta. Esta vida concreta é feita de oportunidades. Umas nós mesmos as construímos, sobretudo em nossos espaços de convivência familiar. Outras, o mundo as oferece, de forma permanente. E fogem do nosso controle e da nossa vontade.

Certas coisas somente aprendemos a partir da experiência concreta. Quando éramos apenas filhos, não possuíamos noção da idéia de "pertença" e proteção, tão intrínsecas à vida dos verdadeiros pais e mães. Achávamos que éramos super protegidos, que nossos pais desperdiçavam tempo e cuidado para com a gente. Finalmente, achávamos que o que nos faltava era a liberdade. Mas somente com a paternidade e a maternidade pudemos compreender o valor dos "investimentos" afetivos, culturais, emocionais e porque não econômicos que pais e mães fazem em função de seus filhos. Filhos não têm mesmo condições para compreender estes valores, mas deveriam supor e tolerar a idéia de que pais e mães só os querem proteger, porque ainda os consideram seres frágeis e suscetíveis a muitos perigos que os rondam enquanto forem crianças, adolescentes ou jovens. E que estes perigos são reais, e existem.

Por sua vez, a sabedoria popular encarregou-se de nos ensinar que "filhos a gente não cria para a gente. Filhos, a gente cria para o mundo". Diz Padre Zezinho que "não dá para ninar um filho a vida inteira. Um dia a aguiazinha fica madura e precisa voar sozinha e fazer seu próprio ninho. Tem que haver mais do que asas de mãe naquela vida. Existe vento forte lá fora e alguém tem que empurrá-las para voarem sozinhas. Filho que não entende isso chega aos 32 anos dependendo da mesada do pai. Pai que não entende isso vai amar errado. Há um tempo para o aconchego e outro para o vôo para longe. Ou isso ou não haverá mais águias".

O ambiente familiar é um espaço privilegiado de promoção de vida, dignidade e de humanidade. Aqueles e aquelas que, convivendo, compõem uma mesma relação afetiva, podem construir a mais rica experiência do amor. Mas há que se considerar ainda os filhos e filhas dos outros e outras. Aqueles que não possuem um ambiente familiar que os promova e os proteja. De quem a responsabilidade? Se filhos do mundo, também filhos nossos. São de nossa responsabilidade também.

Rugas no corpo são inevitáveis com o passar do tempo. Rugas na alma não colam naqueles que são entusiastas da vida, do amor e do ambiente familiar. Nossas famílias devem ser lugares de aconchego e de vôo. Aconchego e vôo são da essência humana; constroem felicidade.

Nei Alberto Pies,
professor da rede estadual de ensino e militante de direitos humanos.


sexta-feira, 20 de março de 2009

Amizade

Eu tenho um projeto de fazer um blog para meus amigos do CPII. Deixar registrado nosso reencontro após 30 anos. Bem estou reunido o material... mas... HOJE quero postar este recado, que recebemos no Orkut, de uma amiga muito inteligente, sensível, alegre, forte e cheia de fé em Nosso Senhor Jesus Cristo.


Que nossa amizade se renove a cada ano por muitos e muitos anos.

E que nossa Fé nos sustente a cada dia.



Aos "velhos" amigos do CPII

Há alguns dias nos reencontramos nesse mundo louco virtual. Quem diria? De repente, começam a aparecer fotos, mensagens, pessoas, uma trazendo a outra, como se fosse pela mão. A memória falha. Alguns ficaram esquecidos durante esse tempo, mas aí... olhando os detalhes das fotos, os sorrisos nos rostos, os cabelos, começo a lembrar ... de tanta gente, das histórias engraçadas, das tristes, das paixões arrebatadas, das brigas apaixonadas e enciumadas .... Que tempo bom! Éramos felizes! Não tínhamos internet, vídeo-game e, alguns, nem mesmo telefone (eu era uma dessas!). Os cines "poeirinhas", em frente ao CPII do Eng. Novo, e o do Cachambi, alguém lembra? O tão famoso 622, o "ponto de ônibus" da Igreja... Ah! Se aquelas escadas falassem...

Com tantas lembranças... veio também a saudade ... saudade de um tempo no qual podíamos andar pelas ruas, não tínhamos medo das relações, pelo contrário, queríamos e sabíamos ser amigos, saudade de um tempo no qual fazer um trabalho de grupo era reunir todo mundo, na casa de alguém, com lanches, com livros, revistas, lápis de cor, papel almaço e caneta Bic, saudade da Enciclopédia Barsa (na casa da Cristina tinha uma!), dos jogos de futebol, do goleiro (Baião) e da torcida organizada. Eu poderia, agora, relembrar muita coisa, com uma mistura de tristeza e de alegria. Mas, desejo mesmo é dizer a cada um de vocês que não importa o que construímos materialmente nesta vida, nem mesmo a profissão na qual nos formamos.


Cada um fez as escolhas possíveis e, mesmo que, nem sempre, desejadas, com certeza, dignas de serem contadas. O que importa é que a gente resgate dos nossos corações aqueles sorrisos estampados nas fotos, aqueles olhares, aquele jeito de ser jovem... que possamos contar aos nossos filhos essas lembranças, para que esses possam acreditar, de fato, que a vida, simplesmente, é possível, que a amizade pode ser duradoura, apesar do tempo e da distância, que se pode brincar e brigar sem guardar mágoas, que existe possibilidade de sonhar com um mundo melhor porque as pessoas têm sempre algo de bom guardado no seu coração. A cada um de vocês um forte abraço!


da amiga Mirian em 13/06/2007



terça-feira, 10 de março de 2009

A misericórdia de Deus quer te salvar

Mensagem do missionário Márcio Mendes no programa "Sorrindo pra Vida" da TV Canção Nova, nesta segunda-feira, dia 09 de março.


Márcio Mendes
Foto: Wesley Almeida

Eu quero convidar você para abrir a Palavra de Deus em:
Lucas 6,36-38.

"Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso" (Lucas 6,36).

Hoje o Senhor nos dá uma ordem: 'Sede misericordiosos'. Todas as vezes que Deus nos manda fazer alguma coisa, junto com aquilo que Ele nos ordena, Ele nos dá uma graça, a de fazê-la. Hoje, o que o Senhor nos pede, mais do que um pedido, Ele nos ordena: "Sede misericordiosos!" Eu e você podemos dizer ao Senhor: 'Dá-me o que ordenas, e ordena-me o que quiseres'. Se o Senhor ordena que eu seja misericordioso, Ele me dá a graça de ser misericordioso. E Jesus coloca diante de nós um exemplo, 'que sejamos misericordiosos como o Pai do céu'.

Hoje o Senhor quer te salvar de tudo aquilo que te prende. O Senhor quer te salvar de toda tristeza mortal. Deus tem misericórdia, os olhos do Senhor estão voltados para você. Justo não é o santo, mas aquele que o Senhor justificou na cruz. Jesus deu a sua vida no nosso lugar, e perdoou todos os nossos pecados.

Quantas vezes Deus nos esperou, teve paciência conosco, porque Ele não se alegra com a nossa tristeza, e nem com o mal que fazemos. Ele não nos destrói porque acredita que vamos mudar. Ele que é Pai sabe que vamos mudar, por isso se alegra conosco e nunca se decepciona.

Quando Deus, pela primeira vez, bate na porta do nosso coração e nós não abrimos, Ele não se entristece, Ele nos entende e espera.

Como posso insistir com as pessoas para que mudem de vida, se Deus nunca nos força? Nós esquecemos que Deus nos conquistou e nos esperou, mas então por que ao experimentar este amor e a misericórdia, continuamos a cobrar as pessoas que amamos?

Quem muda o coração do homem é o Espírito Santo!

De quem você precisa ter misericórdia hoje? Nós pensamos que ter misericórdia e perdoar é esquecer, ou ser indiferente ao mal que nos fizeram. Não! Perdoar é libertar a pessoa que nos feriu, é você ter a oportunidade de se vingar, mas porque o Senhor te perdoou, você também perdoa.

O que pedimos para que Deus faça em nosso favor, é preciso que façamos às pessoas que nós ferimos também.

Quantas vezes ferimos e tiramos a oportunidade de alguém? Então, perdoe da mesma forma que você precisa ser perdoado.

Nós somos muito rápidos em julgar, é preciso nos colocar no lugar do outro. E perguntar: 'o que podemos fazer para ajudá-lo?'

As vezes uma pessoa está cheia de raiva, rebelde, porque só ela sabe o peso da dívida que carrega. Não julguemos, mas é preciso descermos do pedestal e ficar na altura em que o outro está. Para ajudar a pessoa que caiu e saber se ela está respirando, é preciso abaixar até o chão para sentir a sua respiração. Quando nos abaixamos, é aí que agimos com misericórdia.


Márcio Mendes
Comunidade Canção Nova

sábado, 7 de março de 2009

EXCOMUNHÃO também tem PERDÃO

Quinta-feira, 05 de março de 2009, 18h58
Bispo esclarece que aborto é causa de excomunhão automática
Da Redação


Dom José Cardoso Sobrinho - Arcebispo metropolitano de Olinda e Recife

O arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, se pronunciou hoje, 5, sobre o caso da menina que ficou grávida aos 9 anos violentada pelo padrasto em Recife e que por autorização da mãe, teve a gestação interrompida. Internada na última terça-feira, 3, ela recebeu doses de um medicamento para interromper a gravidez.

Em entrevista à Canção Nova, o arcebispo mostrou-se mais uma vez contrário ao aborto, já que o Código de Direito Canônico diz que todos aqueles que conscientemente se envolvem num processo de interrupção da vida, como neste caso, estão automaticamente excomungados da Igreja Católica.

Dom José também ressaltou que a excomunhão não é algo irreversível. Basta que a pessoa se arrependa e procure se confessar com um bispo.

noticias.cancaonova.com - O que é a excomunhão?

Dom José Cardoso - A excomunhão é uma penalidade grave e significa que a pessoa que cometeu determinado delito está excluída, não está em comunhão com a Igreja. Ou seja, não pode receber os sacramentos antes de se arrepender e pedir perdão. E não é uma expulsão da Igreja para sempre. Existem tantos pecados graves pelo mundo inteiro e não é aplicada a excomunhão. Por exemplo: um homicídio, como acontece todos os dias, é um pecado gravíssimo, mas não está excomungado.

A Igreja, pensando nos bens espirituais, considera o aborto gravíssimo e, então, estabeleceu essa penalidade. É importante recordar que se trata de uma penalidade automática, uma sentença já proferida. Estou insistindo isso porque, infelizmente, difundiram pelo Brasil afora, que Dom José Cardoso excomungou a menina de 9 anos. Tudo é falso. Eu não excomunguei ninguém. Quem excomungou foi a Lei da Igreja.

Está escrito no Código de Direito Canônico que qualquer pessoa que comete o aborto está automaticamente excomungada. Então, simplesmente eu expus isso para lembrar que não é somente esse caso aqui de Recife. Nós sabemos que, no Brasil, infelizmente acontecem, a cada ano, 1 milhão de abortos. É um absurdo. Eu simplesmente relembrei esta lei.

noticias.cancaonova.com - Em quais casos a excomunhão é prevista pela Igreja?

Dom José Cardoso - A Doutrina Moral da Igreja procura catequizar e preparar os fiéis para viverem de acordo com a Lei de Deus. Nós estudamos o Catecismo da Igreja Católica, aprendemos os Dez Mandamentos e o 5º Mandamento diz "Não matar". Isto é, nenhum ser humano tem direito de tirar a vida de outro.

Agora tratando-se de tirar a vida de um inocente que ainda não nasceu, o caso do aborto, a Igreja diz que é um delito muito mais grave e, por isso, a Igreja estabeleceu para este delito esta pena de excomunhão, que se chama "master sentença", quer dizer é automática, já incorreu.

Quando alguém na sociedade comete um crime, digamos um assalto, um homicídio, não está na mesma hora punido, não. Ele vai ser colocado na prisão, vai ser um processo e, no final, o juiz determina e aplica a pena. Isto na sociedade do mundo inteiro.

Agora, dentro da Igreja, porque nós acreditamos na vida espiritual, a autoridade eclesiástica tem este direito de aplicar uma pena automática, que se chama excomunhão, quer dizer, excluído da comunhão com a Igreja. Mas também, esta penalidade não é para a vida eterna, não, a pessoa tem possibilidade de voltar, de se converter e a Igreja absolve.

Quer dizer, é uma lei da Igreja que, eu gostaria de lembrar, também está escrita no Código de Direito Canônico e está explicada no Catecismo da Igreja Católica* (CIC), este livro tão importante que o Papa João Paulo II colocou em nossas mãos. Qualquer pessoa, bem instruída em religião, vai encontrar no Catecismo da Igreja Católica o que estou dizendo agora, escrito para todos os fiéis do mundo.

noticias.cancaonova.com - Como o senhor avalia a interpretação dada pela imprensa sobre este caso?

Dom José Cardoso - Estão dando uma interpretação errônea. Estão dizendo que eu excomunguei e, isso é totalmente errôneo. Eu simplesmente expliquei, declarei o que aconteceu: "Que quem comete o delito do aborto, está automaticamente excomungado". Mesmo que ninguém soube, está excomungado.

Quando ele se aproximar da Igreja para receber o perdão e confessar o cometido, o padre ou o bispo poderá absolver primeiro da excomunhão e depois do pecado. Este é o sistema da Igreja desde o começo, desde o primeiro século**. E está tão bem explicado neste livro maravilhoso chamado Catecismo da Igreja Católica.


* Cf. CIC, cân. 2270-2275
** Cf. CIC, cân. 2272

Sábado, 07 de março de 2009, 10h54
Declaração da CNBB sobre o caso da gravidez da menina em PE

Da Redação

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, reunida em Roma nestes dias, divulgou ontem, 6, uma nota sobre o caso da menina de nove anos que em Pernambuco, há três anos vinha sofrendo violência sexual por parte de seu padrasto, tendo sido por ele estuprada, do que resultou uma gravidez de gêmeos.

Na declaração a CNBB diz que, "acompanha perplexa, como toda a sociedade brasileira, a notícia da menina". "Repudiamos veementemente este ato insano e defendemos a rigorosa apuração dos fatos, e que o culpado seja devidamente punido, de acordo com a justiça", precisa a Nota.

Os Bispos lamentam na Nota o fato de que "este não seja um caso isolado. Preocupa-nos o crescente número de atentados à vida de crianças, vítimas de abuso sexual. Neste contexto, a Igreja se faz solidária com esta e com todas as crianças vítimas de tamanha brutalidade, bem como com suas famílias".

"A Igreja, em fidelidade ao Evangelho, se coloca sempre a favor da vida, numa condenação inequívoca de toda violência que fere a dignidade da pessoa humana", segue.

A CNBB assumiu o pronunciamento feito pelos Bispos do Regional Nordeste 2, que acabam de se manifestar sobre esse doloroso acontecimento: "diante da complexidade do caso, lamentamos que não tenha sido enfrentado com a serenidade, tranqüilidade e o tempo necessário que a situação exigia. Além disso, não concordamos com o desfecho final de eliminar a vida de seres humanos indefesos".

Assinam a Nota, o Arcebispo de Mariana e Presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha; o Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro e Secretário Geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa; e o Arcebispo de Manaus e Vice-Presidente da CNBB, Dom Luiz Soares Vieira.




“Atendei ao Bispo, para que Deus vos atenda. Ofereço minha vida para os que se submetem ao Bispo. Possa eu, com eles, ter parte em Deus. Trabalhai uns com os outros e, unidos, combatei, lutai, sofrei, dormi, despertai, como administradores, assessores e servidores de Deus. Que o vosso batismo seja como escudo, a fé como elmo, o amor como lança, a perseverança como armadura.
Vossos depósitos sejam as vossas obras, para que possais retirar as somas a que tendes direito” (Carta de Santo Inácio de Antioquia a Policarpo – Submissão ao Bispo)

Leia também:
Carta Aberta do Apostolado Sociedade Católica ao Exmo. Revmo. Dom José Cardoso Sobrinho . Disponível em:
http://www.sociedadecatolica.com.br/modules/smartsection/item.php?itemid=84.
Desde 29/01/08


domingo, 1 de março de 2009

Jesus, o príncipe da paz.


Retiro Popular - Dom Alberto Taveira



A “Campanha da Fraternidade”deste ano apresenta o tema “Fraternidade e Segurança Pública e o lema “A paz é fruto da Justiça”.
Todos os anos Dom Alberto Taveira nos presenteia com o “Retiro Popular” que em 2009, tem como título “Cristo, nossa Paz”. Certamente, você tem feito esse “Retiro Popular” e tem tirado muito fruto para sua vida pessoal e familiar. É uma maneira simples e prática de viver esse tempo abençoado da Quaresma.

Nossa família Canção Nova, porém, se une à toda a Igreja do Brasil para viver a “Campanha da Fraternidade”. Sim, a paz é fruto da justiça e a segurança pública é um dos meios para termos a tão desejada paz, especialmente diante de toda violência que nos rodeia. Mas você sabe que a verdadeira paz vem de Jesus e somente dele. Mais ainda, Cristo é a nossa paz!

Ele quer nos dar a paz, porém, muito mais do que isso Ele nos quer “instrumentos da sua paz”.



Você conhece bem a oração de São Francisco. Nós a temos cantado tantas vezes: Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz! É isso que o Senhor quer de mim e de você e esta é a oração mais necessária e urgente neste momento.



Todo ódio e tudo aquilo que leva algo de ódio, precisa ser banido do nosso meio, das nossas casas, das nossas ruas, praças e aí sejamos amor. Sempre amor.

Ódio x Amor

Toda e qualquer ofensa fere, marca e deixa tremendas consequências. O Senhor quer que troquemos a ofensa pelo perdão. Perdoar é preciso e urgente. Peça, pois é difícil para todos, mas o nosso Deus, que é perdão, quer lhe dar a graça de perdoar. Exercite-se no perdão.

Ofensa x Perdão

As discórdias dividem. O nome já diz: discórdia são corações divididos. É preciso curar todas as consequências da divisão. Que você seja elo de união.

Discórdia x União

Dúvidas sempre pairam nas nossas mentes e corações. É uma consequência do nosso humano. O Senhor quer de você um portador de fé. Como é necessária a fé nesse mundo descrente!

Dúvidas x Fé

Errar é humano. Quem de nós não errou. O erro sempre deixa sequelas e algumas incuráveis, por isso onde houver erro que você leve a verdade. Jesus é a própria verdade. Foi Ele quem o disse. Levar a verdade é levar Jesus. Quantos necessitam dele!

Erro x Verdade

Estamos num mundo cada vez mais sem esperanças e por essa razão as pessoas caem no desespero. É urgente ser esperança. Ouse esperar e ser instrumento de esperança.

Desespero x Esperança

A palavra de Deus nos diz que “a tristeza matou a muitos e não há nela utilidade alguma”. Ao contrário “a alegria do coração é a vida do homem e um inesgotável tesouro de santidade”. Até mesmo “a alegria do homem torna mais longa a sua vida”. Para essa multidão de pessoas
abatidas pelo fardo da tristeza, leve alegria. Você será o primeiro beneficiado... também com uma vida longa, além do tesouro de santidade.

Tristeza x Alegria

“Vós sois a luz do mundo”. Muitos ainda jazem nas trevas da morte. Eles gritam por socorro. Eles precisam de luz. É dever nosso levar-lhes a luz.

Trevas x Luz

Assuma e viva o que cantamos:
Ó Mestre, fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe.
É perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

Durante a Quaresma não se canta “o glória”, mas nesse tempo a Oração de São Francisco pode ser o nosso glória. Encarnar essa oração e vivê-la intensamente será o melhor modo de realizar
a meta da Campanha da Fraternidade. A nossa Páscoa será muito mais feliz. Jesus é o Príncipe da paz!

Deus abençoe você e todos os seus.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Portela


Notícias

26/02/2009 - A Águia está voltando...

A Portela conquistou o terceiro lugar no Carnaval 2009. Estamos felizes, mas não satisfeitos, pois queremos – e merecemos – muito mais. Entretanto, nosso feito mostra que a Portela está voltando ao lugar de onde jamais deveria der saído: no topo, na elite do samba carioca.


No próximo sábado mais uma vez estaremos nos apresentando no Desfile das Campeãs do Carnaval 2009. E se alguém me perguntar como foi possível alcançar tal feito, a minha resposta será apenas uma palavra: amor.


O amor, que esteve tão bem representado em nosso enredo, foi o propulsor desta conquista, pois pudemos contar com pessoas extremamente capazes no que fazem e que amam a Portela. Verdadeiros especialistas que, em meio a um mar de dificuldades, souberam superá-las para concretizar o carnaval maravilhoso que levamos à Sapucaí. Nomeá-los neste momento seria impossível, mas cada um deles sabe, no seu íntimo, o quanto seu amor e dedicação, pessoal e profissional, foram importantes para nossa escola. Que saibam também, portanto, o quanto a Portela lhes é grata: vocês fizeram isso acontecer, fazem parte dessa história.


Mais que dizer "muito obrigado" a cada um de vocês convido-os a reforçarem essa união rumo ao carnaval de 2010.


Saudações Portelenses!
Nilo Mendes Figueiredo
Presidente
G.R.E.S. Portela


terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Minha Portela querida!!!



GRES PORTELA

Sinopse do Enredo para o Carnaval 2009

Título:
"E por falar em Amor, onde anda você?"

O amor é a linguagem universal. Nasceu junto com o homem e ainda se multiplica em sementes, resistindo bravamente às investidas do mal.

Assim como o ar, o amor deveria estar presente em todos os lugares. Sem ele, ninguém consegue respirar. Muito menos, suspirar.

Caligrafia divina, o amor tem escrita fina, escrevendo certo por linhas tortas. Está nas Sagradas Escrituras e nas línguas mortas. Enfrenta os maiores desafios para vencer os obstáculos que o separam da felicidade. O amor é início, meio e fim - mas não tem idade.

Ah, o amor!...

Dizem que na Idade das Trevas, quando o homem ainda vivia na obscuridade, entre as mazelas da guerra e epidemias que varriam o solo europeu, um rei deu tudo de seu. Demonstrou que o amor a seu país e à sua gente era mais importante que a própria vida. Ensinou que o homem depende da honra para atingir seus ideais e foi glorificado pelos poderes de uma espada, no silêncio dos séculos adormecida.

Diante de Sua Majestade curvaram-se doze cavaleiros que juraram eterna lealdade, defendendo o Rei e o Estado. Lendas de aventuras e heroísmo circulavam por todos os povoados, perpetuando a coragem e o estoicismo através de gerações medievais. Feitos de bravura e resignação tornaram-se uma tradição, sinônimos de verdadeiras provas de amor.

Era assim que a vida se construía. Cada degrau da escadaria guardava uma página de magia e um "quê" de bruxaria. E um feitiço impediria que a noite se encontrasse com o dia...

A distância deixada quando o amor se vai, brota uma lágrima no rosto da saudade. Na Índia, a lenda tornou-se realidade. O imperador jamais conseguiu mensurar a intensidade da dor desde o momento em que perdeu a sua amada.

Mandou construir um palácio para traduzir o que sentia: durante vinte anos, noite e dia, vinte mil homens puseram pedra sobre pedra para erguer a morada de quem já não existia.

Hoje, quando o sol se põe, o mármore do palácio ainda muda de cor, escrevendo sobre a terra o que restou de uma fascinante história de amor.

Ah... as histórias de amor! Elas atravessaram os mares e foram escritas em areias de praias brasileiras. Eram histórias-metade, histórias inteiras, que ensinavam o amor à nossa terra, à nossa gente e a todo esse continente chamado Brasil.

Histórias que contavam a mistura de raças e pensamentos, insurreições e movimentos pelo amor à liberdade. Histórias que custaram a vida, engrandeceram a morte, e com muito amor consolidaram a História dessa pátria tão querida.

Ah, meu Brasil! Que bom seria se todos te amassem... te respeitassem e zelassem pelo que é teu!

Que bom seria se cuidássemos da Natureza com mais amor!

Com toda a certeza, é a maior de nossas riquezas e a esperança para o planeta não sufocar com o calor. Devemos lutar pela sua integridade e pelo ar que respiramos.

Em nome do Pai, das Espécies e de todos os Seres Humanos.

Ah, meu Brasil, de sonhos possíveis, de tantos feitos incríveis!

Meu Brasil de ouro, de prata e de bronze; meu Brasil, que é craque nas onze!

Minha província mineral, tão rica no solo quanto em pérolas desse tesouro cultural.

Amor sugere emoção e é capaz de derreter o mais forte dos bravos. Basta tocar o coração. Foi assim que o vento levou... e nos arrebatou com um beijo à meia-luz, num cabaré em Casablanca. É assim que o amor nos conduz, meio Ghost, do outro lado da vida. Amores sem medida nos olhos do ator, refletido nos lábios da atriz – no escurinho do cinema, chupando drops de anis. Este é o amor com suas emboscadas, arrastando-nos para as ciladas da vida, transformando a platéia apaixonada em manteiga derretida.

Amor é energia. É a força que nos move para encontrar as soluções do dia-a-dia. É fonte de inspiração e plataforma de criação para uma vida mais sadia.

Amor é Física, é Química, é o fenômeno da aproximação: é o mistério que materializa a teoria da imaginação!

Amor envolve com sutileza: nos conselhos da mãe, nas palavras da professora, nos ensinamentos da fé, nas manifestações da Natureza.

O amor não é um privilégio do homem e também desperta "frisson" entre os animais. Nesse festival de paixão, quem ousa mais?

Os relógios anunciam que o tempo não pára e é hora de deixar o amor de lado para produzir. E tome tecnologia! Toda hora, todo dia. Escravo dos ponteiros, o homem vive pendurado nos fones do Ipod. Debruçado no laptop. Enfiado no PC... Será que ninguém mais se curte? Não, agora muitos namoram em salas virtuais e na interface do orkut.

A família já não se conhece, ninguém mais se fala – nem se abala. Na sala de jantar do nosso enredo, a TV de plasma é quem põe à mesa. E quando a gente descobre, o medo e a violência estão no cardápio do horário nobre.

Precisamos evoluir sem perder a essência: o sentimento é soberano. Eis a Ciência que dá sentido à vida do ser humano.

O amor traz saudade e nos acalanta no balanço do bonde que arrastava foliões para o Centro da Cidade. O bonde dos cordões, salão itinerante de um tempo sem maldade.

Lá se vão confetes e serpentinas, o bloco da esquina, o Bafo e o Cacique sacudindo a Avenida. Brincar, cantar, pular não era apenas fantasia. A gente era feliz e não sabia.

Amar também é viver de nostalgia e flutuar na magia de amores efêmeros, como num baile de carnaval. Amores anônimos, mascarados, dissimulados, atrevidos, insuflados por cupidos fantasiados, enternecidos por anjos endiabrados.

"Quanto riso!

Oh, quanta alegria!

Mais de mil palhaços no salão

O Arlequim está chorando pelo amor da Colombina

No meio da multidão..."

É chegado o momento de fazer uma reflexão para responder à pergunta que vem lá do coração:

- E por falar em Amor, onde anda você?

Tomara que nosso reencontro se dê nesta noite gloriosa, antes que a orquestra encerre o baile com a "Cidade Maravilhosa".

É hora de ir embora, preciso cuidar da vida. Falei tanto de amor, que bateu a maior saudade da minha Portela querida.


Presidente:
Nilo Figueiredo

Autores:
Marta Queiroz e Cláudio Vieira

Carnavalescos:
Lane Santana e Jorge Caribé

Desenvolvimento:
Equipe de Criação do GRES Portela

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Você tem alegria no carnaval...???? Vai passar...











Vai passar
Chico Buarque

Vai passar nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo página infeliz da nossa história,
passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa pátria mãe tão distraída
sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos erravam cegos pelo continente,
levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval,
o carnaval, o carnaval
Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
e os pigmeus do boulevard
Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade até o dia clarear
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral... vai passar

Assista: Pula! Sai do chão... Carnaval é na Canção!
http://www.cancaonova.com/tvcn300k.asx

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Mar x Deus





Eu me lembro! Eu me lembro! - Era pequeno
E brincava na praia; o mar bramia,
E, erguendo o dorso altivo, sacudia,
A branca espuma para o céu sereno.


E eu disse a minha mãe nesse momento:
"Que dura orquestra! Que furor insano!
Que pode haver de maior do que o oceano
Ou que seja mais forte do que o vento?"


Minha mãe a sorrir, olhou pros céus
E respondeu: - Um ser que nós não vemos,
É maior do que o mar que nós tememos,
Mais forte que o tufão, meu filho, é Deus.

Deus (Casimiro de Abreu)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Capítulo 21 do Evangelho de São João


1.

Depois disso, tornou Jesus a manifestar-se aos seus discípulos junto ao lago de Tiberíades. Manifestou-se deste modo:

2.

Estavam juntos Simão Pedro, Tomé (chamado Dídimo), Natanael (que era de Caná da Galiléia), os filhos de Zebedeu e outros dois dos seus discípulos.

3.

Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Responderam-lhe eles: Também nós vamos contigo. Partiram e entraram na barca. Naquela noite, porém, nada apanharam.

4.

Chegada a manhã, Jesus estava na praia. Todavia, os discípulos não o reconheceram.

5.

Perguntou-lhes Jesus: Amigos, não tendes acaso alguma coisa para comer? Não, responderam-lhe.

6.

Disse-lhes ele: Lançai a rede ao lado direito da barca e achareis. Lançaram-na, e já não podiam arrastá-la por causa da grande quantidade de peixes.

7.

Então aquele discípulo, que Jesus amava, disse a Pedro: É o Senhor! Quando Simão Pedro ouviu dizer que era o Senhor, cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e lançou-se às águas.

8.

Os outros discípulos vieram na barca, arrastando a rede dos peixes (pois não estavam longe da terra, senão cerca de duzentos côvados).

9.

Ao saltarem em terra, viram umas brasas preparadas e um peixe em cima delas, e pão.

10.

Disse-lhes Jesus: Trazei aqui alguns dos peixes que agora apanhastes.

11.

Subiu Simão Pedro e puxou a rede para a terra, cheia de cento e cinqüenta e três peixes grandes. Apesar de serem tantos, a rede não se rompeu.

12.

Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. Nenhum dos discípulos ousou perguntar-lhe: "Quem és tu?", pois bem sabiam que era o Senhor.

13.

Jesus aproximou-se, tomou o pão e lhos deu, e do mesmo modo o peixe.

14.

Era esta já a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado.

15.

Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: "Simão, filho de João, amas-me mais do que estes?" Respondeu ele: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo." Disse-lhe Jesus: "Apascenta os meus cordeiros."

16.

Perguntou-lhe outra vez: "Simão, filho de João, amas-me?" Respondeu-lhe: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo." Disse-lhe Jesus: "Apascenta os meus cordeiros."

17.

Perguntou-lhe pela terceira vez: "Simão, filho de João, amas-me?" Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: "Amas-me?", e respondeu-lhe: "Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo." Disse-lhe Jesus: "Apascenta as minhas ovelhas."

18.

"Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais moço, cingias-te e andavas aonde querias. Mas, quando fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres."

19.

Por estas palavras, ele indicava o gênero de morte com que havia de glorificar a Deus. E depois de assim ter falado, acrescentou: "Segue-me!"

20.

Voltando-se Pedro, viu que o seguia aquele discípulo que Jesus amava (aquele que estivera reclinado sobre o seu peito, durante a ceia, e lhe perguntara: "Senhor, quem é que te há de trair?").

21.

Vendo-o, Pedro perguntou a Jesus: "Senhor, e este? Que será dele?"

22.

Respondeu-lhe Jesus: "Que te importa se eu quero que ele fique até que eu venha? Segue-me tu."

23.

Correu por isso o boato entre os irmãos de que aquele discípulo não morreria. Mas Jesus não lhe disse: "Não morrerá", mas: "Que te importa se quero que ele fique assim até que eu venha?"

24.

Este é o discípulo que dá testemunho de todas essas coisas, e as escreveu. E sabemos que é digno de fé o seu testemunho.

25.

Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever.