sábado, 28 de março de 2009

Filhos





Acampamento Para Familia.
CançãoNova
12/06/2005

Nesta Pregação, Padre Léo, Vem orientar os pais, como devem educar e orientar os seus Filhos, por que se os pais não tratarem de educar e orientar os filhos, com firmeza e com dedicação integral, o mundo vai ensinar do seu Jeito, e do modo errado, colocando a perder os filhos, que são algo Precioso para Deus, pois a missão do pai é ser presença de amor equilibrado na vida dos filhos.





















O Padre Zezinho tem um artigo que eu acho fabuloso.
Quando a criança nasce é de 10 a 0 para você.
Quando tem 2 anos é de 09 a 01.
Quando tem 04 anos é de 08 a 02.
Quando já está na escola é de 07 a 03.
Quando é adolescente fica de 06 a 04.
Saiba que ai acabou, não pode ficar de 05 a 05,
você precisa ser o melhor pai, a melhor mãe, não o melhor amigo a melhor amiga,
lá em casa é 06 a 04,
Eu sou filho, eu sou padre, mas sou eu quem pede a benção para mamãe!



Filhos humanizam

"Os anos deixam rugas na pele,
mas a falta de entusiasmo deixa rugas na alma."
(Michael Lynberg)

A paternidade e maternidade estão permanentemente submetidas à avaliação e análises, feitas por todos nós. Pais e mães são homens e mulheres que assumiram um compromisso denso com filhos e filhas. E em tempos em que nem sempre eles conseguem compreender as mudanças culturais que operam neste mundo de ligeiras transformações. Ser pai e ser mãe é mais do que um ofício; é assumir uma missão, criando condições de aconchego e de vôo, como fala Padre Zezinho. Somos pais e mães menos presentes na vida cotidiana de nossos filhos. Por isso mesmo, a convivência com eles pode e deve ser por excelência, um convite e uma oportunidade para a humanização (nossa e deles).

O ser humano não nasce lapidado, não nasce pronto. Faz-se no tempo, na experiência e na vida concreta. Esta vida concreta é feita de oportunidades. Umas nós mesmos as construímos, sobretudo em nossos espaços de convivência familiar. Outras, o mundo as oferece, de forma permanente. E fogem do nosso controle e da nossa vontade.

Certas coisas somente aprendemos a partir da experiência concreta. Quando éramos apenas filhos, não possuíamos noção da idéia de "pertença" e proteção, tão intrínsecas à vida dos verdadeiros pais e mães. Achávamos que éramos super protegidos, que nossos pais desperdiçavam tempo e cuidado para com a gente. Finalmente, achávamos que o que nos faltava era a liberdade. Mas somente com a paternidade e a maternidade pudemos compreender o valor dos "investimentos" afetivos, culturais, emocionais e porque não econômicos que pais e mães fazem em função de seus filhos. Filhos não têm mesmo condições para compreender estes valores, mas deveriam supor e tolerar a idéia de que pais e mães só os querem proteger, porque ainda os consideram seres frágeis e suscetíveis a muitos perigos que os rondam enquanto forem crianças, adolescentes ou jovens. E que estes perigos são reais, e existem.

Por sua vez, a sabedoria popular encarregou-se de nos ensinar que "filhos a gente não cria para a gente. Filhos, a gente cria para o mundo". Diz Padre Zezinho que "não dá para ninar um filho a vida inteira. Um dia a aguiazinha fica madura e precisa voar sozinha e fazer seu próprio ninho. Tem que haver mais do que asas de mãe naquela vida. Existe vento forte lá fora e alguém tem que empurrá-las para voarem sozinhas. Filho que não entende isso chega aos 32 anos dependendo da mesada do pai. Pai que não entende isso vai amar errado. Há um tempo para o aconchego e outro para o vôo para longe. Ou isso ou não haverá mais águias".

O ambiente familiar é um espaço privilegiado de promoção de vida, dignidade e de humanidade. Aqueles e aquelas que, convivendo, compõem uma mesma relação afetiva, podem construir a mais rica experiência do amor. Mas há que se considerar ainda os filhos e filhas dos outros e outras. Aqueles que não possuem um ambiente familiar que os promova e os proteja. De quem a responsabilidade? Se filhos do mundo, também filhos nossos. São de nossa responsabilidade também.

Rugas no corpo são inevitáveis com o passar do tempo. Rugas na alma não colam naqueles que são entusiastas da vida, do amor e do ambiente familiar. Nossas famílias devem ser lugares de aconchego e de vôo. Aconchego e vôo são da essência humana; constroem felicidade.

Nei Alberto Pies,
professor da rede estadual de ensino e militante de direitos humanos.


sexta-feira, 20 de março de 2009

Amizade

Eu tenho um projeto de fazer um blog para meus amigos do CPII. Deixar registrado nosso reencontro após 30 anos. Bem estou reunido o material... mas... HOJE quero postar este recado, que recebemos no Orkut, de uma amiga muito inteligente, sensível, alegre, forte e cheia de fé em Nosso Senhor Jesus Cristo.


Que nossa amizade se renove a cada ano por muitos e muitos anos.

E que nossa Fé nos sustente a cada dia.



Aos "velhos" amigos do CPII

Há alguns dias nos reencontramos nesse mundo louco virtual. Quem diria? De repente, começam a aparecer fotos, mensagens, pessoas, uma trazendo a outra, como se fosse pela mão. A memória falha. Alguns ficaram esquecidos durante esse tempo, mas aí... olhando os detalhes das fotos, os sorrisos nos rostos, os cabelos, começo a lembrar ... de tanta gente, das histórias engraçadas, das tristes, das paixões arrebatadas, das brigas apaixonadas e enciumadas .... Que tempo bom! Éramos felizes! Não tínhamos internet, vídeo-game e, alguns, nem mesmo telefone (eu era uma dessas!). Os cines "poeirinhas", em frente ao CPII do Eng. Novo, e o do Cachambi, alguém lembra? O tão famoso 622, o "ponto de ônibus" da Igreja... Ah! Se aquelas escadas falassem...

Com tantas lembranças... veio também a saudade ... saudade de um tempo no qual podíamos andar pelas ruas, não tínhamos medo das relações, pelo contrário, queríamos e sabíamos ser amigos, saudade de um tempo no qual fazer um trabalho de grupo era reunir todo mundo, na casa de alguém, com lanches, com livros, revistas, lápis de cor, papel almaço e caneta Bic, saudade da Enciclopédia Barsa (na casa da Cristina tinha uma!), dos jogos de futebol, do goleiro (Baião) e da torcida organizada. Eu poderia, agora, relembrar muita coisa, com uma mistura de tristeza e de alegria. Mas, desejo mesmo é dizer a cada um de vocês que não importa o que construímos materialmente nesta vida, nem mesmo a profissão na qual nos formamos.


Cada um fez as escolhas possíveis e, mesmo que, nem sempre, desejadas, com certeza, dignas de serem contadas. O que importa é que a gente resgate dos nossos corações aqueles sorrisos estampados nas fotos, aqueles olhares, aquele jeito de ser jovem... que possamos contar aos nossos filhos essas lembranças, para que esses possam acreditar, de fato, que a vida, simplesmente, é possível, que a amizade pode ser duradoura, apesar do tempo e da distância, que se pode brincar e brigar sem guardar mágoas, que existe possibilidade de sonhar com um mundo melhor porque as pessoas têm sempre algo de bom guardado no seu coração. A cada um de vocês um forte abraço!


da amiga Mirian em 13/06/2007



terça-feira, 10 de março de 2009

A misericórdia de Deus quer te salvar

Mensagem do missionário Márcio Mendes no programa "Sorrindo pra Vida" da TV Canção Nova, nesta segunda-feira, dia 09 de março.


Márcio Mendes
Foto: Wesley Almeida

Eu quero convidar você para abrir a Palavra de Deus em:
Lucas 6,36-38.

"Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso" (Lucas 6,36).

Hoje o Senhor nos dá uma ordem: 'Sede misericordiosos'. Todas as vezes que Deus nos manda fazer alguma coisa, junto com aquilo que Ele nos ordena, Ele nos dá uma graça, a de fazê-la. Hoje, o que o Senhor nos pede, mais do que um pedido, Ele nos ordena: "Sede misericordiosos!" Eu e você podemos dizer ao Senhor: 'Dá-me o que ordenas, e ordena-me o que quiseres'. Se o Senhor ordena que eu seja misericordioso, Ele me dá a graça de ser misericordioso. E Jesus coloca diante de nós um exemplo, 'que sejamos misericordiosos como o Pai do céu'.

Hoje o Senhor quer te salvar de tudo aquilo que te prende. O Senhor quer te salvar de toda tristeza mortal. Deus tem misericórdia, os olhos do Senhor estão voltados para você. Justo não é o santo, mas aquele que o Senhor justificou na cruz. Jesus deu a sua vida no nosso lugar, e perdoou todos os nossos pecados.

Quantas vezes Deus nos esperou, teve paciência conosco, porque Ele não se alegra com a nossa tristeza, e nem com o mal que fazemos. Ele não nos destrói porque acredita que vamos mudar. Ele que é Pai sabe que vamos mudar, por isso se alegra conosco e nunca se decepciona.

Quando Deus, pela primeira vez, bate na porta do nosso coração e nós não abrimos, Ele não se entristece, Ele nos entende e espera.

Como posso insistir com as pessoas para que mudem de vida, se Deus nunca nos força? Nós esquecemos que Deus nos conquistou e nos esperou, mas então por que ao experimentar este amor e a misericórdia, continuamos a cobrar as pessoas que amamos?

Quem muda o coração do homem é o Espírito Santo!

De quem você precisa ter misericórdia hoje? Nós pensamos que ter misericórdia e perdoar é esquecer, ou ser indiferente ao mal que nos fizeram. Não! Perdoar é libertar a pessoa que nos feriu, é você ter a oportunidade de se vingar, mas porque o Senhor te perdoou, você também perdoa.

O que pedimos para que Deus faça em nosso favor, é preciso que façamos às pessoas que nós ferimos também.

Quantas vezes ferimos e tiramos a oportunidade de alguém? Então, perdoe da mesma forma que você precisa ser perdoado.

Nós somos muito rápidos em julgar, é preciso nos colocar no lugar do outro. E perguntar: 'o que podemos fazer para ajudá-lo?'

As vezes uma pessoa está cheia de raiva, rebelde, porque só ela sabe o peso da dívida que carrega. Não julguemos, mas é preciso descermos do pedestal e ficar na altura em que o outro está. Para ajudar a pessoa que caiu e saber se ela está respirando, é preciso abaixar até o chão para sentir a sua respiração. Quando nos abaixamos, é aí que agimos com misericórdia.


Márcio Mendes
Comunidade Canção Nova

sábado, 7 de março de 2009

EXCOMUNHÃO também tem PERDÃO

Quinta-feira, 05 de março de 2009, 18h58
Bispo esclarece que aborto é causa de excomunhão automática
Da Redação


Dom José Cardoso Sobrinho - Arcebispo metropolitano de Olinda e Recife

O arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, se pronunciou hoje, 5, sobre o caso da menina que ficou grávida aos 9 anos violentada pelo padrasto em Recife e que por autorização da mãe, teve a gestação interrompida. Internada na última terça-feira, 3, ela recebeu doses de um medicamento para interromper a gravidez.

Em entrevista à Canção Nova, o arcebispo mostrou-se mais uma vez contrário ao aborto, já que o Código de Direito Canônico diz que todos aqueles que conscientemente se envolvem num processo de interrupção da vida, como neste caso, estão automaticamente excomungados da Igreja Católica.

Dom José também ressaltou que a excomunhão não é algo irreversível. Basta que a pessoa se arrependa e procure se confessar com um bispo.

noticias.cancaonova.com - O que é a excomunhão?

Dom José Cardoso - A excomunhão é uma penalidade grave e significa que a pessoa que cometeu determinado delito está excluída, não está em comunhão com a Igreja. Ou seja, não pode receber os sacramentos antes de se arrepender e pedir perdão. E não é uma expulsão da Igreja para sempre. Existem tantos pecados graves pelo mundo inteiro e não é aplicada a excomunhão. Por exemplo: um homicídio, como acontece todos os dias, é um pecado gravíssimo, mas não está excomungado.

A Igreja, pensando nos bens espirituais, considera o aborto gravíssimo e, então, estabeleceu essa penalidade. É importante recordar que se trata de uma penalidade automática, uma sentença já proferida. Estou insistindo isso porque, infelizmente, difundiram pelo Brasil afora, que Dom José Cardoso excomungou a menina de 9 anos. Tudo é falso. Eu não excomunguei ninguém. Quem excomungou foi a Lei da Igreja.

Está escrito no Código de Direito Canônico que qualquer pessoa que comete o aborto está automaticamente excomungada. Então, simplesmente eu expus isso para lembrar que não é somente esse caso aqui de Recife. Nós sabemos que, no Brasil, infelizmente acontecem, a cada ano, 1 milhão de abortos. É um absurdo. Eu simplesmente relembrei esta lei.

noticias.cancaonova.com - Em quais casos a excomunhão é prevista pela Igreja?

Dom José Cardoso - A Doutrina Moral da Igreja procura catequizar e preparar os fiéis para viverem de acordo com a Lei de Deus. Nós estudamos o Catecismo da Igreja Católica, aprendemos os Dez Mandamentos e o 5º Mandamento diz "Não matar". Isto é, nenhum ser humano tem direito de tirar a vida de outro.

Agora tratando-se de tirar a vida de um inocente que ainda não nasceu, o caso do aborto, a Igreja diz que é um delito muito mais grave e, por isso, a Igreja estabeleceu para este delito esta pena de excomunhão, que se chama "master sentença", quer dizer é automática, já incorreu.

Quando alguém na sociedade comete um crime, digamos um assalto, um homicídio, não está na mesma hora punido, não. Ele vai ser colocado na prisão, vai ser um processo e, no final, o juiz determina e aplica a pena. Isto na sociedade do mundo inteiro.

Agora, dentro da Igreja, porque nós acreditamos na vida espiritual, a autoridade eclesiástica tem este direito de aplicar uma pena automática, que se chama excomunhão, quer dizer, excluído da comunhão com a Igreja. Mas também, esta penalidade não é para a vida eterna, não, a pessoa tem possibilidade de voltar, de se converter e a Igreja absolve.

Quer dizer, é uma lei da Igreja que, eu gostaria de lembrar, também está escrita no Código de Direito Canônico e está explicada no Catecismo da Igreja Católica* (CIC), este livro tão importante que o Papa João Paulo II colocou em nossas mãos. Qualquer pessoa, bem instruída em religião, vai encontrar no Catecismo da Igreja Católica o que estou dizendo agora, escrito para todos os fiéis do mundo.

noticias.cancaonova.com - Como o senhor avalia a interpretação dada pela imprensa sobre este caso?

Dom José Cardoso - Estão dando uma interpretação errônea. Estão dizendo que eu excomunguei e, isso é totalmente errôneo. Eu simplesmente expliquei, declarei o que aconteceu: "Que quem comete o delito do aborto, está automaticamente excomungado". Mesmo que ninguém soube, está excomungado.

Quando ele se aproximar da Igreja para receber o perdão e confessar o cometido, o padre ou o bispo poderá absolver primeiro da excomunhão e depois do pecado. Este é o sistema da Igreja desde o começo, desde o primeiro século**. E está tão bem explicado neste livro maravilhoso chamado Catecismo da Igreja Católica.


* Cf. CIC, cân. 2270-2275
** Cf. CIC, cân. 2272

Sábado, 07 de março de 2009, 10h54
Declaração da CNBB sobre o caso da gravidez da menina em PE

Da Redação

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, reunida em Roma nestes dias, divulgou ontem, 6, uma nota sobre o caso da menina de nove anos que em Pernambuco, há três anos vinha sofrendo violência sexual por parte de seu padrasto, tendo sido por ele estuprada, do que resultou uma gravidez de gêmeos.

Na declaração a CNBB diz que, "acompanha perplexa, como toda a sociedade brasileira, a notícia da menina". "Repudiamos veementemente este ato insano e defendemos a rigorosa apuração dos fatos, e que o culpado seja devidamente punido, de acordo com a justiça", precisa a Nota.

Os Bispos lamentam na Nota o fato de que "este não seja um caso isolado. Preocupa-nos o crescente número de atentados à vida de crianças, vítimas de abuso sexual. Neste contexto, a Igreja se faz solidária com esta e com todas as crianças vítimas de tamanha brutalidade, bem como com suas famílias".

"A Igreja, em fidelidade ao Evangelho, se coloca sempre a favor da vida, numa condenação inequívoca de toda violência que fere a dignidade da pessoa humana", segue.

A CNBB assumiu o pronunciamento feito pelos Bispos do Regional Nordeste 2, que acabam de se manifestar sobre esse doloroso acontecimento: "diante da complexidade do caso, lamentamos que não tenha sido enfrentado com a serenidade, tranqüilidade e o tempo necessário que a situação exigia. Além disso, não concordamos com o desfecho final de eliminar a vida de seres humanos indefesos".

Assinam a Nota, o Arcebispo de Mariana e Presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha; o Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro e Secretário Geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa; e o Arcebispo de Manaus e Vice-Presidente da CNBB, Dom Luiz Soares Vieira.




“Atendei ao Bispo, para que Deus vos atenda. Ofereço minha vida para os que se submetem ao Bispo. Possa eu, com eles, ter parte em Deus. Trabalhai uns com os outros e, unidos, combatei, lutai, sofrei, dormi, despertai, como administradores, assessores e servidores de Deus. Que o vosso batismo seja como escudo, a fé como elmo, o amor como lança, a perseverança como armadura.
Vossos depósitos sejam as vossas obras, para que possais retirar as somas a que tendes direito” (Carta de Santo Inácio de Antioquia a Policarpo – Submissão ao Bispo)

Leia também:
Carta Aberta do Apostolado Sociedade Católica ao Exmo. Revmo. Dom José Cardoso Sobrinho . Disponível em:
http://www.sociedadecatolica.com.br/modules/smartsection/item.php?itemid=84.
Desde 29/01/08


domingo, 1 de março de 2009

Jesus, o príncipe da paz.


Retiro Popular - Dom Alberto Taveira



A “Campanha da Fraternidade”deste ano apresenta o tema “Fraternidade e Segurança Pública e o lema “A paz é fruto da Justiça”.
Todos os anos Dom Alberto Taveira nos presenteia com o “Retiro Popular” que em 2009, tem como título “Cristo, nossa Paz”. Certamente, você tem feito esse “Retiro Popular” e tem tirado muito fruto para sua vida pessoal e familiar. É uma maneira simples e prática de viver esse tempo abençoado da Quaresma.

Nossa família Canção Nova, porém, se une à toda a Igreja do Brasil para viver a “Campanha da Fraternidade”. Sim, a paz é fruto da justiça e a segurança pública é um dos meios para termos a tão desejada paz, especialmente diante de toda violência que nos rodeia. Mas você sabe que a verdadeira paz vem de Jesus e somente dele. Mais ainda, Cristo é a nossa paz!

Ele quer nos dar a paz, porém, muito mais do que isso Ele nos quer “instrumentos da sua paz”.



Você conhece bem a oração de São Francisco. Nós a temos cantado tantas vezes: Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz! É isso que o Senhor quer de mim e de você e esta é a oração mais necessária e urgente neste momento.



Todo ódio e tudo aquilo que leva algo de ódio, precisa ser banido do nosso meio, das nossas casas, das nossas ruas, praças e aí sejamos amor. Sempre amor.

Ódio x Amor

Toda e qualquer ofensa fere, marca e deixa tremendas consequências. O Senhor quer que troquemos a ofensa pelo perdão. Perdoar é preciso e urgente. Peça, pois é difícil para todos, mas o nosso Deus, que é perdão, quer lhe dar a graça de perdoar. Exercite-se no perdão.

Ofensa x Perdão

As discórdias dividem. O nome já diz: discórdia são corações divididos. É preciso curar todas as consequências da divisão. Que você seja elo de união.

Discórdia x União

Dúvidas sempre pairam nas nossas mentes e corações. É uma consequência do nosso humano. O Senhor quer de você um portador de fé. Como é necessária a fé nesse mundo descrente!

Dúvidas x Fé

Errar é humano. Quem de nós não errou. O erro sempre deixa sequelas e algumas incuráveis, por isso onde houver erro que você leve a verdade. Jesus é a própria verdade. Foi Ele quem o disse. Levar a verdade é levar Jesus. Quantos necessitam dele!

Erro x Verdade

Estamos num mundo cada vez mais sem esperanças e por essa razão as pessoas caem no desespero. É urgente ser esperança. Ouse esperar e ser instrumento de esperança.

Desespero x Esperança

A palavra de Deus nos diz que “a tristeza matou a muitos e não há nela utilidade alguma”. Ao contrário “a alegria do coração é a vida do homem e um inesgotável tesouro de santidade”. Até mesmo “a alegria do homem torna mais longa a sua vida”. Para essa multidão de pessoas
abatidas pelo fardo da tristeza, leve alegria. Você será o primeiro beneficiado... também com uma vida longa, além do tesouro de santidade.

Tristeza x Alegria

“Vós sois a luz do mundo”. Muitos ainda jazem nas trevas da morte. Eles gritam por socorro. Eles precisam de luz. É dever nosso levar-lhes a luz.

Trevas x Luz

Assuma e viva o que cantamos:
Ó Mestre, fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe.
É perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

Durante a Quaresma não se canta “o glória”, mas nesse tempo a Oração de São Francisco pode ser o nosso glória. Encarnar essa oração e vivê-la intensamente será o melhor modo de realizar
a meta da Campanha da Fraternidade. A nossa Páscoa será muito mais feliz. Jesus é o Príncipe da paz!

Deus abençoe você e todos os seus.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Portela


Notícias

26/02/2009 - A Águia está voltando...

A Portela conquistou o terceiro lugar no Carnaval 2009. Estamos felizes, mas não satisfeitos, pois queremos – e merecemos – muito mais. Entretanto, nosso feito mostra que a Portela está voltando ao lugar de onde jamais deveria der saído: no topo, na elite do samba carioca.


No próximo sábado mais uma vez estaremos nos apresentando no Desfile das Campeãs do Carnaval 2009. E se alguém me perguntar como foi possível alcançar tal feito, a minha resposta será apenas uma palavra: amor.


O amor, que esteve tão bem representado em nosso enredo, foi o propulsor desta conquista, pois pudemos contar com pessoas extremamente capazes no que fazem e que amam a Portela. Verdadeiros especialistas que, em meio a um mar de dificuldades, souberam superá-las para concretizar o carnaval maravilhoso que levamos à Sapucaí. Nomeá-los neste momento seria impossível, mas cada um deles sabe, no seu íntimo, o quanto seu amor e dedicação, pessoal e profissional, foram importantes para nossa escola. Que saibam também, portanto, o quanto a Portela lhes é grata: vocês fizeram isso acontecer, fazem parte dessa história.


Mais que dizer "muito obrigado" a cada um de vocês convido-os a reforçarem essa união rumo ao carnaval de 2010.


Saudações Portelenses!
Nilo Mendes Figueiredo
Presidente
G.R.E.S. Portela


terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Minha Portela querida!!!



GRES PORTELA

Sinopse do Enredo para o Carnaval 2009

Título:
"E por falar em Amor, onde anda você?"

O amor é a linguagem universal. Nasceu junto com o homem e ainda se multiplica em sementes, resistindo bravamente às investidas do mal.

Assim como o ar, o amor deveria estar presente em todos os lugares. Sem ele, ninguém consegue respirar. Muito menos, suspirar.

Caligrafia divina, o amor tem escrita fina, escrevendo certo por linhas tortas. Está nas Sagradas Escrituras e nas línguas mortas. Enfrenta os maiores desafios para vencer os obstáculos que o separam da felicidade. O amor é início, meio e fim - mas não tem idade.

Ah, o amor!...

Dizem que na Idade das Trevas, quando o homem ainda vivia na obscuridade, entre as mazelas da guerra e epidemias que varriam o solo europeu, um rei deu tudo de seu. Demonstrou que o amor a seu país e à sua gente era mais importante que a própria vida. Ensinou que o homem depende da honra para atingir seus ideais e foi glorificado pelos poderes de uma espada, no silêncio dos séculos adormecida.

Diante de Sua Majestade curvaram-se doze cavaleiros que juraram eterna lealdade, defendendo o Rei e o Estado. Lendas de aventuras e heroísmo circulavam por todos os povoados, perpetuando a coragem e o estoicismo através de gerações medievais. Feitos de bravura e resignação tornaram-se uma tradição, sinônimos de verdadeiras provas de amor.

Era assim que a vida se construía. Cada degrau da escadaria guardava uma página de magia e um "quê" de bruxaria. E um feitiço impediria que a noite se encontrasse com o dia...

A distância deixada quando o amor se vai, brota uma lágrima no rosto da saudade. Na Índia, a lenda tornou-se realidade. O imperador jamais conseguiu mensurar a intensidade da dor desde o momento em que perdeu a sua amada.

Mandou construir um palácio para traduzir o que sentia: durante vinte anos, noite e dia, vinte mil homens puseram pedra sobre pedra para erguer a morada de quem já não existia.

Hoje, quando o sol se põe, o mármore do palácio ainda muda de cor, escrevendo sobre a terra o que restou de uma fascinante história de amor.

Ah... as histórias de amor! Elas atravessaram os mares e foram escritas em areias de praias brasileiras. Eram histórias-metade, histórias inteiras, que ensinavam o amor à nossa terra, à nossa gente e a todo esse continente chamado Brasil.

Histórias que contavam a mistura de raças e pensamentos, insurreições e movimentos pelo amor à liberdade. Histórias que custaram a vida, engrandeceram a morte, e com muito amor consolidaram a História dessa pátria tão querida.

Ah, meu Brasil! Que bom seria se todos te amassem... te respeitassem e zelassem pelo que é teu!

Que bom seria se cuidássemos da Natureza com mais amor!

Com toda a certeza, é a maior de nossas riquezas e a esperança para o planeta não sufocar com o calor. Devemos lutar pela sua integridade e pelo ar que respiramos.

Em nome do Pai, das Espécies e de todos os Seres Humanos.

Ah, meu Brasil, de sonhos possíveis, de tantos feitos incríveis!

Meu Brasil de ouro, de prata e de bronze; meu Brasil, que é craque nas onze!

Minha província mineral, tão rica no solo quanto em pérolas desse tesouro cultural.

Amor sugere emoção e é capaz de derreter o mais forte dos bravos. Basta tocar o coração. Foi assim que o vento levou... e nos arrebatou com um beijo à meia-luz, num cabaré em Casablanca. É assim que o amor nos conduz, meio Ghost, do outro lado da vida. Amores sem medida nos olhos do ator, refletido nos lábios da atriz – no escurinho do cinema, chupando drops de anis. Este é o amor com suas emboscadas, arrastando-nos para as ciladas da vida, transformando a platéia apaixonada em manteiga derretida.

Amor é energia. É a força que nos move para encontrar as soluções do dia-a-dia. É fonte de inspiração e plataforma de criação para uma vida mais sadia.

Amor é Física, é Química, é o fenômeno da aproximação: é o mistério que materializa a teoria da imaginação!

Amor envolve com sutileza: nos conselhos da mãe, nas palavras da professora, nos ensinamentos da fé, nas manifestações da Natureza.

O amor não é um privilégio do homem e também desperta "frisson" entre os animais. Nesse festival de paixão, quem ousa mais?

Os relógios anunciam que o tempo não pára e é hora de deixar o amor de lado para produzir. E tome tecnologia! Toda hora, todo dia. Escravo dos ponteiros, o homem vive pendurado nos fones do Ipod. Debruçado no laptop. Enfiado no PC... Será que ninguém mais se curte? Não, agora muitos namoram em salas virtuais e na interface do orkut.

A família já não se conhece, ninguém mais se fala – nem se abala. Na sala de jantar do nosso enredo, a TV de plasma é quem põe à mesa. E quando a gente descobre, o medo e a violência estão no cardápio do horário nobre.

Precisamos evoluir sem perder a essência: o sentimento é soberano. Eis a Ciência que dá sentido à vida do ser humano.

O amor traz saudade e nos acalanta no balanço do bonde que arrastava foliões para o Centro da Cidade. O bonde dos cordões, salão itinerante de um tempo sem maldade.

Lá se vão confetes e serpentinas, o bloco da esquina, o Bafo e o Cacique sacudindo a Avenida. Brincar, cantar, pular não era apenas fantasia. A gente era feliz e não sabia.

Amar também é viver de nostalgia e flutuar na magia de amores efêmeros, como num baile de carnaval. Amores anônimos, mascarados, dissimulados, atrevidos, insuflados por cupidos fantasiados, enternecidos por anjos endiabrados.

"Quanto riso!

Oh, quanta alegria!

Mais de mil palhaços no salão

O Arlequim está chorando pelo amor da Colombina

No meio da multidão..."

É chegado o momento de fazer uma reflexão para responder à pergunta que vem lá do coração:

- E por falar em Amor, onde anda você?

Tomara que nosso reencontro se dê nesta noite gloriosa, antes que a orquestra encerre o baile com a "Cidade Maravilhosa".

É hora de ir embora, preciso cuidar da vida. Falei tanto de amor, que bateu a maior saudade da minha Portela querida.


Presidente:
Nilo Figueiredo

Autores:
Marta Queiroz e Cláudio Vieira

Carnavalescos:
Lane Santana e Jorge Caribé

Desenvolvimento:
Equipe de Criação do GRES Portela

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Você tem alegria no carnaval...???? Vai passar...











Vai passar
Chico Buarque

Vai passar nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo página infeliz da nossa história,
passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa pátria mãe tão distraída
sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos erravam cegos pelo continente,
levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval,
o carnaval, o carnaval
Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
e os pigmeus do boulevard
Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade até o dia clarear
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral... vai passar

Assista: Pula! Sai do chão... Carnaval é na Canção!
http://www.cancaonova.com/tvcn300k.asx

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Mar x Deus





Eu me lembro! Eu me lembro! - Era pequeno
E brincava na praia; o mar bramia,
E, erguendo o dorso altivo, sacudia,
A branca espuma para o céu sereno.


E eu disse a minha mãe nesse momento:
"Que dura orquestra! Que furor insano!
Que pode haver de maior do que o oceano
Ou que seja mais forte do que o vento?"


Minha mãe a sorrir, olhou pros céus
E respondeu: - Um ser que nós não vemos,
É maior do que o mar que nós tememos,
Mais forte que o tufão, meu filho, é Deus.

Deus (Casimiro de Abreu)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Capítulo 21 do Evangelho de São João


1.

Depois disso, tornou Jesus a manifestar-se aos seus discípulos junto ao lago de Tiberíades. Manifestou-se deste modo:

2.

Estavam juntos Simão Pedro, Tomé (chamado Dídimo), Natanael (que era de Caná da Galiléia), os filhos de Zebedeu e outros dois dos seus discípulos.

3.

Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Responderam-lhe eles: Também nós vamos contigo. Partiram e entraram na barca. Naquela noite, porém, nada apanharam.

4.

Chegada a manhã, Jesus estava na praia. Todavia, os discípulos não o reconheceram.

5.

Perguntou-lhes Jesus: Amigos, não tendes acaso alguma coisa para comer? Não, responderam-lhe.

6.

Disse-lhes ele: Lançai a rede ao lado direito da barca e achareis. Lançaram-na, e já não podiam arrastá-la por causa da grande quantidade de peixes.

7.

Então aquele discípulo, que Jesus amava, disse a Pedro: É o Senhor! Quando Simão Pedro ouviu dizer que era o Senhor, cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e lançou-se às águas.

8.

Os outros discípulos vieram na barca, arrastando a rede dos peixes (pois não estavam longe da terra, senão cerca de duzentos côvados).

9.

Ao saltarem em terra, viram umas brasas preparadas e um peixe em cima delas, e pão.

10.

Disse-lhes Jesus: Trazei aqui alguns dos peixes que agora apanhastes.

11.

Subiu Simão Pedro e puxou a rede para a terra, cheia de cento e cinqüenta e três peixes grandes. Apesar de serem tantos, a rede não se rompeu.

12.

Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. Nenhum dos discípulos ousou perguntar-lhe: "Quem és tu?", pois bem sabiam que era o Senhor.

13.

Jesus aproximou-se, tomou o pão e lhos deu, e do mesmo modo o peixe.

14.

Era esta já a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado.

15.

Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: "Simão, filho de João, amas-me mais do que estes?" Respondeu ele: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo." Disse-lhe Jesus: "Apascenta os meus cordeiros."

16.

Perguntou-lhe outra vez: "Simão, filho de João, amas-me?" Respondeu-lhe: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo." Disse-lhe Jesus: "Apascenta os meus cordeiros."

17.

Perguntou-lhe pela terceira vez: "Simão, filho de João, amas-me?" Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: "Amas-me?", e respondeu-lhe: "Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo." Disse-lhe Jesus: "Apascenta as minhas ovelhas."

18.

"Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais moço, cingias-te e andavas aonde querias. Mas, quando fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres."

19.

Por estas palavras, ele indicava o gênero de morte com que havia de glorificar a Deus. E depois de assim ter falado, acrescentou: "Segue-me!"

20.

Voltando-se Pedro, viu que o seguia aquele discípulo que Jesus amava (aquele que estivera reclinado sobre o seu peito, durante a ceia, e lhe perguntara: "Senhor, quem é que te há de trair?").

21.

Vendo-o, Pedro perguntou a Jesus: "Senhor, e este? Que será dele?"

22.

Respondeu-lhe Jesus: "Que te importa se eu quero que ele fique até que eu venha? Segue-me tu."

23.

Correu por isso o boato entre os irmãos de que aquele discípulo não morreria. Mas Jesus não lhe disse: "Não morrerá", mas: "Que te importa se quero que ele fique assim até que eu venha?"

24.

Este é o discípulo que dá testemunho de todas essas coisas, e as escreveu. E sabemos que é digno de fé o seu testemunho.

25.

Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever.

sábado, 17 de janeiro de 2009

O papel espiritual da mãe e do pai

Padre Paulo Ricardo
Foto: Elcka Torres

O papel espiritual da mãe

Se queremos educar nossos filhos, precisamos ter os nossos olhos fixos no Pai. O primeiro valor que precisamos ter para educar os nossos filhos o dom do céu. Essa vida não é capaz de nos dar a felicidade, se esperamos demais dessa vida só acumulamos frustrações.

Precisamos olhar para dois papéis bem definidos na família, o papel do pai e da mãe. O que se espera de um pai e de uma mãe para a educação dos filhos.

Vamos olhar para figura da mãe. Precisamos entender que a diferença entre homem e mulher é desejada pelo Criador, e não é só uma diferença física e genital, homens e mulheres são diferentes. Se queremos educar nossos filhos, precisamos de alguém que assuma o papel espiritual de pai e de mãe.

Os animais não têm pais espirituais, eles têm reprodutores, pois os animais não têm papéis espirituais. Somente nós seres humanos temos esse papel espiritual. O que vemos na nossa sociedade é que esses papéis estão confusos, e a sociedade está fazendo de tudo para que isso seja confundido. A sociedade quer abolir a diferença entre o homem e a mulher.

A mulher tem sua identidade e seu papel de mãe, e o homem tem sua identidade e seu papel de pai. Todas as mulheres da face da terra, inclusive as virgens consagradas, precisam ser mães espirituais, não existe mulher madura que não seja mãe. Assim é o homem, os padres não têm filhos biológicos, mas eles precisam assumir um coração de pai.

Quando olhamos para esses papéis de pais espirituais, você precisa querer dar frutos, ninguém veio a terra para ser estéril, mas para ter filhos espirituais, que é muito mais importante que ter filhos biológicos, pois os animais podem também procriar, precisamos nos deter nesses papéis espirituais.

Em toda a sociedade existe um papel espiritual de pai e de mãe. O ser humano no mundo inteiro reconhece que ser pai e ser mãe não é simplesmente “pari” um filho, no sentido verdadeiro da palavra, por isso muitos dizem: “eu não tive um pai, uma mãe de verdade”.

Tudo isso que estou falando é pesquisa do padre Vergote, ele descobriu uma coisa referente à mãe. Mãe é quem tem uma disponibilidade afetiva, um o coração aberto, por isso muitos dizem: “minha mãe está sempre de braços abertos para me acolher”. Mãe é colo, aconchego. A segunda característica da mãe é amor incondicional; por isso no presídio as mães dizem: “não importa o que meu filho fez, eu continuo o amando”. Não que ela aprova o que ele fez, mas o ama mesmo assim.

No meio de tudo isso entra uma coisa chamado movimento feminista, que iniciou numa luta muito justa, em que queriam dar as mulheres os mesmos direitos civis que o homem, ela pode votar e participar da vida política, ela tem seu lugar na sociedade. Esse movimento era de mulheres cristãs, mas infelizmente foi raptado por ateus, e na vida ateia para a mulher conseguir o direito salarial igual do homem ela precisa trabalhar muito para competir com seu marido, então entra o drama da sociedade moderna.

Eu reconheço que as mulheres precisam de certa independência de seus maridos. Então o que fazer? O drama da mulher está em trabalhar e si sentir frustrada por não ser uma boa dona de casa.

Numa pesquisa nos Estados Unidos descobriram que as mulheres se sentiam muito mais satisfeitas se pudessem dispor parte de seu tempo para ter mais tempo para a família. A realidade é essa, para que as mulheres se realizem como mulher, é preciso realizar aquilo que está no coração de toda mulher, ser mãe. Você mulher, não queira concorrer com seu marido em forma de dinheiro, saiba que seu lado materno sempre será insatisfeito.

O que nós queremos hoje? Um milagre! Queremos que nossos filhos sejam educados, mas não queremos pagar um preço. Mulher, se você escolher sua carreira em primeiro lugar você pagará um preço. Se você quer ter filhos e deseja se realizar como pessoa humana, ou você investe tempo para seus filhos ou você será uma mãe ou um pai frustrado. Ou você está com seus filhos ou alguém vai tomar o seu lugar, e as escolhas tem suas consequências.

Eu não quero escolher sua vida, estou colocando às claras o preço das suas escolhas. Se você escolhe um caminho de competitividade com seu marido você pagará um preço de insatisfação, e o preço de seus filhos é de não ter sua presença.

O padre Vergote descobriu que o esquizofrênico e um criminoso - aquele que tem a mente perversa -, são pessoas que não tem a figura de mãe. O esquizofrênico tem a figura de uma mãe que é juiz. Vejam que isso tem consequência para seus filhos. Mas será que não existe uma ligação entre o crescimento da violência na sociedade e a ausência das mães na família? E eu não falo da mãe biológica, mas mães e pais espirituais. Se você pode ser pai espiritual e mãe espiritual, seja, mas nossos filhos precisam dessa referência de amor incondicional.

Eu reconheço que as mulheres precisam de certa independência de seus maridos. Então o que fazer? Uma opção para a mulher é não querer um caminho de rivalidade com seu marido, querendo se colocar acima do marido, se você ganha mais que seu marido, não interessa, não seja rival, vivam em comunhão de bens. Na prática espiritual deve ter comunhão de bens.

A mãe precisa ser essa referência de carinho para seus filhos. Existem situações em que o marido não consegue emprego e a mulher trabalha, então que o marido faça presença paterna, mas não deixe o filho a mercê da televisão e da internet. Perdeu-se a satisfação de ser pai e mãe, mas existe o benefício e a alegria de ser pai e mãe. Os casais modernos não gostam de sair com os filhos, parece que olham para os filhos como algo que atrapalha, e não uma realização.

Se você não tem filhos, tem problemas de engravidar, ou é celibatário, se vire e busque filhos espirituais. Ninguém nasceu para ser estéril, mas para ser alegre, então busque filhos espirituais para que vocês tenham a alegria de ser pai e de ser mãe.

A família é dom de Deus, é algo muito precioso aos olhos de Deus. Todos os movimentos progressistas querem destruir as famílias.

A mãe é gratidão, ela é o lugar aonde a criança vai correndo quando está em perigo. Se você não teve uma boa experiência de mãe, você precisa perdoar sua mãe, e se sua mãe já morreu, assuma a Virgem Maria como sua mãe.

A mãe não pode fazer tudo, mas os filhos precisam ter uma referência de mãe. Às vezes é necessário perder um pouco de dinheiro para ganhar a família. As mulheres não podem ficar na posição de inveja do homem, as feministas radicais não amam as mulheres, por isso querem destruir o que você tem de mais bonito, a feminilidade, para serem como os homens. Mulheres, não invejem os homens, mas se realizem como mulheres.

O papel espiritual do pai

Padre Paulo Ricardo
Foto: Nara Bessa

Nós dizíamos nesta manhã, que todos precisam de um pai e uma mãe espiritual. A mãe tem uma disponibilidade afetiva, está sempre com os braços abertos. A figura do pai está necessariamente ligada a lei. E isto é fácil para a gente entender. A mãe e a criança estão ligadas, primeiro ela tem que segurar a criança no útero, ou do contrário ela perde a criança, depois no colo, mas depois a mãe quer segurar a criança em casa. O pai põe um limite na ligação entre a mãe e a criança, sem quebrar esta ligação.

As vezes pensamos que o pai entra para separar o filho da mãe, mas o papel do pai é o equilíbrio, e isso faz com que os nossos filhos cresçam no equilíbrio. Acontece hoje na sociedade uma crise, ninguém quer ser pai, ninguém quer ter limite. Mas alguém precisa assumir o encargo de colocar limites, e sabemos o quanto isso é necessário.

É importante para você que é pai, assumir essa missão de ser 'lei,' de ser limite. Outra coisa importante: mesmo onde não exista um pai biológico, alguém precisa assumir o papel de pai, e deve ser do sexo masculino. Faz parte do desígnio de Deus que dentro da família real, a figura masculina ser aquele que põe limite, e alguém precisa assumir a realidade de pai.

Como colocar esses limites? É importante compreender este limite, e para isso o pai precisa de uma virtude fundamental, a magnanimidade, que quer dizer “Alma grande”. O pai precisa ser magnânimo “A águia não se alimenta de mosca", a águia que é de alma grande não come animais pequenos somente os grandes.

O pai não deve se preocupar com pequenos defeitos e sim com os grandes. Você não deve encher a vida do seu filho de regrinhas, porque as regrinhas desgastam a autoridade do pai. A mãe é responsável pelas pequenas regrinhas, e é exatamente por isso que a autoridade da mãe se desgasta, e quando ela quer dar uma ordem grande, e porque a autoridade dela já está desgastada então ela diz, bem então vou falar com o seu pai.

Porque isso? É natural que a criança tenha mais cumplicidade com a mãe, porque eles viveram juntos nove meses. Uma dica aos pais. Um excelente educador disse: 'Não dê mais de uma ordem por mês, não explique muito'. Não mande demais, mande somente coisas importantes. Existe aí uma sabedoria de não gastar a autoridade do pai. É como uma faca se você usa demais, ela gasta. E quando você precisar ela não vai funcionar.

A tendência dos filhos é querer a liberdade dos adultos, mas não querem as responsabilidades dos adultos. Se o seu pai não coloca as regras não se preocupe, porque a sociedade lhe colocará limites.

Mas também não podemos ficar só no “não”, temos que ser criativos. Se você corta a internet, a viagem, o que você está colocando no lugar? Porque se o jovem não está na internet o que é que ele vai fazer, ele não vai querer “ficar de papo pro ar”.

Talvez você não tenha planejado ter filho naquele momento, mas Deus planejou o seu filho, e você agora tem o filho, então saiba, daqui para frente a sua vida está mudada. Você precisa dedicar tempo a ele, e se você não quer que ele fique o dia inteiro na internet, gaste tempo com ele. Todo mundo quer abraço, mas ninguém quer fazer gol. Quer um filho bom? Gaste tempo com ele. Se você não tem tempo, bem então é porque você colocou na frente outras prioridades, você precisa ter alternativas, ou então depois não reclame. Vá ao cinema com seu filho, ao parque, você precisa investir tempo. É preciso também ir dando aos poucos responsabilidades para ele.

O Pai não faz chantagem, é a mãe que, quando o filho diz que vai embora, chora, diz só se for por cima do cadáver. Já o pai diz “A porta da rua serventia da casa”. Esta é a figura do pai. Quer fazer o que quer com o seu dinheiro, mas se mora na casa dos pais e não paga nada? Está errado. Se você quer liberdade de adulto e responsabilidade de criança está errado, enquanto estiver dentro de casa é preciso assumir responsabilidades.

Você foi criado na lei de Deus, você se revolta na adolescência, sai de casa. Muitas vezes os que não tem coragem de sair de casa, então saem espiritualmente, vive de cara emburrada. Na verdade ele é um covarde, não tem coragem de sair de casa, só se sente livre quando está fora de casa. Quer liberdade, mas não quer responsabilidades. E se ele sair de casa, e acontecer com ele como com o filho pródigo, ele vai se lembrar que a porta da casa estará aberta.
'Quer um filho bom? Gaste tempo com ele'

É importante que ele tenha um lugar, uma casa para voltar. Voltar para a educação que recebeu quando criança. E quantos de nós recebemos isso quando criança? Talvez você odiasse ir a Missa, mas hoje adulto, você diz: 'ainda bem que meus pais me educaram na fé católica, que bom que tenho uma casa para voltar, como “Filho pródigo”' Cobre coisas grandes, fundamentais, não encha a vida dos seus filhos de picuinhas.

Ninguém quer ser pai, ninguém quer ser limite. O problema da Igreja é de alfaiataria. Como assim? Está faltando calças compridas, está faltando homem para por limite. Qualquer clube de futebol tem lei, mas na Igreja ninguém quer que tenha lei.

Você tem todo direito de seguir a religião que você quiser, a liberdade religiosa é um dom de Deus para este país. Agora o cara não se converte direito e quer vir aqui na nossa igreja fazer bagunça? O católico tem direito de ser católico neste país e quem não quer ser católico, tem religião para todo mundo, tem de todos os gostos e cores.

E você como pai e como mãe como é que você vai educar seus filhos? Então você diz: 'mas meu filho não quer ir na missa!' Veja o que acontece, seu filho nasceu, você não diz, não vou ensinar língua nenhuma, nem português, nem inglês, quando ele crescer ele resolve se quer falar português ou inglês ou a língua que ele quiser. Ninguém faz isso, você mora no Brasil, todos falam português então você vai aprender a falar português.

Enquanto o seu filho está na sua casa ele vai ser católico, quando ele crescer, for um jovem adulto, se ele quiser mudar, ele muda.

Então você que é pai, saiba que tem um limite, tem um preço que você paga. Seu filho não convida 'a lei 'para tomar chopp com ele, ou para comer pizza. Ele convida o amigo. O preço que o seu filho paga para que o pai seja seu cúmplice é caro: ele será 'órfão'.

Como é que a gente recupera a autoridade? Obedeça a Deus. Quando as pessoas perceberem que você é o primeiro a obedecer a Deus, então as pessoas vão começar a respeitar você como autoridade.

Transcrição e adaptação: Célia Grego
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Padre Paulo Ricardo
Reitor do seminário de Cuiabá (MT)
www.padrepauloricardo.org

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Orgulho




Quem pode ver as próprias faltas?
Purificai-me das que me são ocultas.
Preservai-me do orgulho, que ele não domine sobre mim.
(Salmo 18,13-14)


Soberba: a cultura do ego
'Quem pensa ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo'

A soberba é o pior de todos os pecados capitais. É o que levou os anjos maus a se rebelarem contra Deus e Adão e Eva à desobediência e ao pecado original. Alguém disse que o orgulho é tão enraizado em nós, por causa do pecado original, que “só morre meia hora depois do dono”. Por outro lado, por ser o oposto da soberba, a humildade é a grande virtude, a que mais caracterizou o próprio Jesus: “Manso e humilde de coração” (cf. Mt 11,29) e também marcou a vida da Virgem Maria: “A serva do Senhor” (cf. Lc 1, 38), assim como a de São José e de todos os santos da Igreja.

São Vicente de Paulo ensinava seus filhos que o demônio não pode nada contra uma alma humilde, uma vez que sendo ele soberbo, não sabe se defender contra a humildade. Por isso, com essa arma ele [maligno] foi vencido por Nosso Senhor Jesus Cristo, pela Santíssima Virgem Maria, pelo glorioso São José, São Miguel e os demais santos.

A soberba consiste na pessoa sentir-se como se fosse a “fonte” dos seus próprios bens materiais e espirituais. Acha-se cheia de si mesma e se esquece de que tudo vem de Deus e é dom do alto, como disse São Tiago: “Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima: descem do Pai das luzes” (Tg 1,17).

O soberbo se esquece de que é uma simples criatura, que saiu do nada pelo amor e chamado de Deus, e que, portanto, d'Ele depende em tudo. Como disse Santa Catarina de Sena, ele “rouba a glória de Deus”, pois quer para si as homenagens e os aplausos que pertencem só ao Senhor. São Paulo lembra aos coríntios que: “Nossa capacidade vem de Deus” (II Cor 3,5). Aos romanos ele afirma: “Não façam de si próprios uma opinião maior do que convém, mas um conceito razoavelmente modesto” (Rm 12,3). E “Não vos deixeis levar pelo gosto das grandezas; afeiçoai-vos com as coisas modestas. Não sejais sábios aos vossos próprios olhos” (Rm 12,16). Aos gálatas, o Apóstolo dos gentios declara: “Quem pensa ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo” (Gl 6, 3).

A soberba tem muitos filhos: o orgulho, a vaidade, a vanglória, a arrogância, a prepotência, a presunção, a autosuficiência, o amor-próprio, o exibicionismo, o egocentrismo, a egolatria, etc. Podemos dizer que ela é a “cultura do ego”. Você já reparou quantas vezes por dia dizemos a palavra “eu”? “Eu vou”, “Eu acho, “Eu penso que…”, “Mas eu prefiro…”, etc.. A luta do cristão é para que essa “força” puxe-o para Deus e não para o ego. Jesus, nosso Modelo, disse: “Não busco a minha glória” (Jo 8,50). São Paulo insistia no mesmo ponto: “É porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar os homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Deus” (Gl 1,10).

A soberba é o oposto da humildade; essa palavra vem de “húmus”, aquilo que se acha na terra, pó. O humilde é aquele que reconhece o seu “nada”, embora seja a mais bela obra de Deus sobre a terra, a glória d'Ele, como afirma santo Irineu no século II. São Leão Magno, Papa e doutor da Igreja, no século V, disse que: “Toda a vitória do Salvador, dominando o demônio e o mundo, foi iniciada na humildade e consumada na humildade!”.

Adão e Eva, sendo criaturas, quiseram “ser como deuses” (cf. Gen 3,5); Jesus, sendo Deus, fez-se criatura. Da manjedoura à cruz do Calvário, toda a vida de Cristo foi vivida na humildade e na humilhação. Por isso, Ele afirmou que no Reino de Deus os últimos serão os primeiros e quem se exaltar será humilhado. Façamos como Santa Teresinha que procurava o último lugar…

Oração Diante das Tentações

Mãe querida, acolhe-me em teu regaço, cobre-me com teu manto protetor e, com esse doce carinho que tens por teus filhos afasta de mim as ciladas do inimigo, e intercede intensamente para impedir que suas astúcias me façam cair. A ti me confio e em tua intercessão espero. Amém.

Matéria relacionada: Padre Paulo Ricardo fala sobre Orgulho

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Epitáfio (Titãs) personalizado




Devia ter amado mais, ter chorado mais MENOS

Ter visto o sol nascer

Devia ter arriscado mais e até errado mais

Ter feito o que eu queria fazer

Queria ter aceitado as pessoas como elas são

Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração

O acaso JESUS vai me proteger

Enquanto eu andar distraído ARREPENDIDA

O acaso JESUS vai me proteger

Enquanto eu andar VIVER

Devia ter complicado menos, trabalhado menos MAIS

Ter visto o sol se pôr

Devia ter me importado menos com problemas pequenos

Ter morrido de amor

Queria ter aceitado a vida como ela é

A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier

O acaso JESUS vai me proteger

Enquanto eu andar distraído ARREPENDIDA

O acaso JESUS vai me proteger

Enquanto eu andar VIVER

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Música




"A capacidade de discernir entre o que é reto e o que não o é, podemos possuí-la unicamente pela confiança individual em Deus. Cada um deve aprender por si, com auxílio d'Ele, mediante a Sua Palavra. A nossa capacidade de raciocinar foi-nos dada para que a usássemos, e Deus quer que seja exercitada." (E. G. White, Educação, p. 231)


Música, Música
Simone

Composição: Sueli Costa / Abel Silva

Música, Música
Companheira do quarto dos rapazes
Entre revistas e fumaça
Confidente do quarto das meninas
Entre calcinhas e sandálias
Música, música

Farol na cerração dos grandes medos
A força que levanta os bailarinos
Elétrica guitarra entre os dedos
Aflitos e quentes dos meninos
Música, música

Irmã, imã, irmã
Feroz como a ira do Irã
Ou mansa como o último carinho
Quando já chega a manhã
Música, Música

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009




NÃO SOMOS, ABSOLUTAMENTE, DE PERDER O ÂNIMO PARA NOSSA RUÍNA; SOMOS DE MANTER A FÉ PARA A NOSSA SALVAÇÃO! (Hb 10,39)

A FÉ É O FUNDAMENTO DA ESPERANÇA, É UMA CERTEZA A RESPEITO DO QUE NÃO SE VÊ. (Hb 11, 1)

ORA, SEM FÉ É IMPOSSIVÉL AGRADAR A DEUS, POIS PARA SE ACHEGAR A ELE É NECESSÁRIO QUE SE CREIA PRIMEIRO QUE ELE EXISTE E QUE RECOMPENSA OS QUE O PROCURAM. (Hb11, 6)

Hoje fui ao Grupo de oração, e entrei para a comunidade CN onde criei um blog baseado neste aqui, confira!
(http://www.comunidade.cn/icox.php?mdl=pagina&op=listar&usuario=196553&mostrar=meublog)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

ESPERANÇA





Mário Quintana


Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...


Texto extraído do livro "Nova Antologia Poética", Editora Globo - São Paulo, 1998, pág. 118